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Dinheiro
12/03/2009 - 08h14

Bilionários perdem US$ 2 trilhões em um ano; veja ranking dos mais ricos

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da Folha de S.Paulo
da Folha Online

Atualizado às 10h00.

Se 1 bilhão a mais ou a menos faz diferença na vida de uma pessoa, talvez esse seja o momento ideal para fazer essa pergunta. Os homens mais ricos do mundo perderam 45% da sua fortuna em um ano, ou US$ 2 trilhões (o equivalente ao PIB italiano, a sétima maior economia global), segundo o ranking da revista "Forbes".

A crise atual, que derrubou Bolsas pelo mundo, levou grandes economias para a recessão e derrubou milhões de pessoas para abaixo da linha de pobreza, também varreu a fortuna dos bilionários. No ano passado, eram 1.125 pessoas com uma fortuna de ao menos US$ 1 bilhão, que juntos tinham US$ 4,4 trilhões (o PIB japonês). Agora são 793 bilionários, com patrimônio total de US$ 2,4 trilhões. Na média, cada um tem US$ 3 bilhões -US$ 900 milhões menos que em 2008.

O impacto já pode ser medido no topo do ranking, que voltou a ter a liderança de Bill Gates, mesmo tendo perdido US$ 18 bilhões. A fortuna atual de Gates, US$ 40 bilhões, o colocaria no sétimo lugar em 2008. O líder do ano passado, Warren Buffett, perdeu ainda mais, US$ 25 bilhões, e agora é o segundo. Já o mexicano Carlos Slim, terceiro colocado, teve a mesmo prejuízo de Buffett e conta com US$ 35 bilhões.

Juntas, as dez pessoas mais ricas do mundo têm US$ 253,9 bilhões (aproximadamente todos os bens e serviços produzidos pela Argentina), ante US$ 426 bilhões no ano passado. Ou seja, em um ano eles perderam pouco mais de 10% do PIB brasileiro. Uma das consequências é que o décimo homem mais rico, o espanhol Amancio Ortega (da rede de lojas Zara), com um patrimônio de US$ 18,3 bilhões, não ficaria nem entre os 25 primeiros no ano passado.

No Brasil, o único que viu sua fortuna crescer foi Eike Batista, para US$ 7,5 bilhões, e é agora o homem mais rico do país e o 61º do mundo. O antigo líder, Antônio Ermírio de Moraes, perdeu quase o patrimônio de Eike, US$ 7,2 bilhões, e é o sexto mais rico do país. Ao todo são 14 bilionários brasileiros -quatro a menos que em 2007-, com uma fortuna total de 40,3 bilhões, ante US$ 65,1 bilhões de 2008. Elie Horn (Cyrela), Liu Ming Chung (da chinesa Nine Dragons), Jayme Garfinkel (Porto Seguro) e Rubens Ometto (Cosan) deixaram a lista.

Mas outros emergentes perderam ainda mais que o Brasil. A Rússia, por exemplo, viu 55 deixarem a lista (agora conta com 32), e aquele que era o mais rico do país e o nono do mundo, Oleg Deripaska, da Rusal, perdeu US$ 24,5 bilhões e, com US$ 3,5 bilhões, é agora o décimo bilionário russo. Na Índia, 29 não têm mais o status de bilionário e ninguém na lista da "Forbes" teve perda maior que Anil Ambani (que atua em áreas como telecomunicações e finanças): US$ 31,9 bilhões.

Arte Folha

Mais jovens

A crise também afetou as fortunas dos 20 bilionários mais jovens do mundo, segundo a revista "Forbes". De acordo com o texto, a fortuna média do grupo ficou 30% menor --US$ 2,9 bilhões, contra US$ 4,1 bilhões um ano antes.

As idades dentro do grupo, por sua vez, aumentaram. Na lista de 2008, os 20 integrantes da lista tinha menos de 36 anos. Na deste ano, as idades vão de 25 a 40 anos --a média ficou em 35 anos, contra 32 do ano passado.

O primeiro nome da lista é o do príncipe alemão Albert von Thurn und Taxis, com 25 anos de idade. A fortuna dele é de US$ 2,1 bilhões. Segundo a Forbes, ele apareceu na lista dos bilionários mundiais aos 8 anos de idade, mas herdou a fortuna apenas em 2001, quando fez 18 anos.

A fortuna dele, no entanto, caiu cerca de 10% devido às perdas nos valores de imóveis e de outras propriedades da família em meio à turbulência econômica global. Mesmo assim, a riqueza do príncipe bastou para colocá-lo no topo como o mais jovem bilionário, uma vez que a crise tirou da lista o criador do site de relacionamentos Facebook, Mark Zuckerberg, 24.

O setor de tecnologia, no entanto, ainda inclui nomes ligados ao setor de tecnologia:os criadores do mecanismo de busca pela internet Google, Sergey Brin e Larry Page. Cada um tem uma fortuna maior que a do príncipe (US$ 12 bilhões), mas o primeiro tem 35 anos e o segundo, 36. Ambos são, no entanto, os maiores bilionários do mundo com menos de 40 anos. As fortunas de cada um caíram em mais de US$ 6,5 bilhões desde março do ano passado, com essas perdas.

Outro do grupo que teve perdas expressivas devido à crise foi Jerry Yang, 40, ex-executivo-chefe da empresa de internet Yahoo!. A fortuna dele hoje é de US$ 1,1 bilhão, mas nos últimos 12 meses sofreu perdas expressivas, diz a "Forbes".

Passou a integrar a lista o xeque Mansour bin Zayed al Nahayan, 39, com uma fortuna de US$ US$ 4,9 bilhões. Ele é membro da família real de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Em setembro do ano passado, ele comprou o time britânico de futebol Manchester City por US$ 300 milhões.

Comentários dos leitores
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Esses políticos brasileiros são vaidosos e ingenuos.
Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Um projeto megalomanico dentro de um sistema interncional decadente com vários episodios de falência. Vão acabar vendendo as construções sor 20% do valor sem opinião
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