Dinheiro
13/03/2009 - 08h22

Governo da China diz estar preocupado com empréstimos feitos aos EUA

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da Folha Online

A China está preocupada com o dinheiro que emprestou aos Estados Unidos, devido ao impacto da crise financeira mundial, disse nesta sexta-feira o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

"Já emprestamos muito dinheiro aos Estados Unidos. É claro que estamos preocupados com a segurança de nossos ativos", disse o primeiro-ministro, no último dia da sessão anual do Parlamento em Pequim. "Para ser sincero, estou um pouco preocupado. Quero pedir aos Estados Unidos que cumpram sua palavra e seus compromissos, preservando a segurança dos ativos chineses."

Jiabao destacou que a China é o maior credor dos Estados Unidos, "a maior economia mundial, e prestamos muita atenção no desenvolvimento econômico" dos americanos. Em setembro passado, a China superou o Japão como o maior credor dos Estados Unidos, e em dezembro detinha US$ 727,4 bilhões em títulos do Tesouro.

Apesar dos temores, o primeiro-ministro disse que confia "na série de medidas econômicas" adotadas pelo presidente americano, Barack Obama, para combater a crise financeira.

O primeiro-ministro disse ainda que a China não cederá a pressões internacionais para modificar sua política de câmbio. "Nenhum país pode pressionar a China para que ela valorize ou desvalorize" o yuan, disse. Em matéria de política cambial, qualquer decisão cabe somente à China, destacou Wen Jiabao.

O Banco do Povo da China (banco central do país) estabeleceu uma margem de 0,5% na qual o yuan pode flutuar em relação ao dólar. O sistema de câmbio do país passou a ser flutuante, mas controlado, e a referência passou a ser a cesta de moedas (formada por dólar, euro, iene e won), com base no comércio exterior. Às 8h18 (em Brasília) o dólar estava cotado a 6,843 yuans.

Crescimento

Jiabao disse não ser impossível que a economia da China cresça 8% neste ano. "Todo o mundo está preocupado em saber se vamos atingir o objetivo de 8% de crescimento" fixado pelo governo para 2009. "Penso que será difícil, mas é possível com muitos esforços."

A Assembleia Nacional Popular da China aprovou hoje o plano de estímulo econômico proposto pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, de 4 trilhões de yuans (US$ 584,5 bilhões, no câmbio de hoje).

A intenção de lançar um plano de estímulo de 4 trilhões de yuans já havia sido adiantada em novembro de 2008. Investidores do mercado chinês tinham esperança de que o primeiro-ministro anunciasse um aumento no tamanho do estímulo que poderia fazer com que a soma chegasse a até 10 trilhões de yuans (US$ 1,46 trilhão), mas Jiabao não fez qualquer menção a essa possibilidade.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) estima para a economia chinesa neste ano um crescimento de até 6,7% --no ano passado a economia do país cresceu 9% e, em 2007, 13%. Já o Banco Mundial prevê que a economia chinesa deverá crescer 7,5% em 2009, mas um estudo da Academia Chinesa de Ciências prevê um crescimento de 8,3%.

Com informações das agências de notpicias Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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