Em Nova York, Lula diz que PIB do Brasil crescerá em 2009
da Folha Online
Atualizado às 16h01.
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva disse nesta segunda-feira em Nova York que o Brasil crescerá em 2009, embora em taxas menores, com o governo mantendo seu ritmo de investimento e estimulando o consumo interno.
"Nós vamos crescer em 2009 menos do que nós gostaríamos, menos do que poderíamos crescer se não tivesse uma crise externa. Mas nós iremos crescer", disse Lula durante um encontro organizado pelo jornal "The Wall Street Journal".
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| Shannon Stapleton/Reuters |
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| Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de seminário organizado nos EUA |
O tom otimista de Lula sobre o país foi seguido pelos seus ministros que também discursaram no evento, Dilma Rousseff (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda), e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Dilma, por exemplo, disse que a previsão de investimentos no Brasil não diminuiu por conta da crise econômica internacional. Segundo ela, os investimentos seguem "promissores, com indicativos de manutenção da taxa em relação ao PIB (Produto Interno Bruto)".
"Produto, renda e emprego em crescimento, estabilidade macroeconômica e política de distribuição de renda e investimento nos permitem ver a crise como oportunidade. (...) Achamos que não vai haver recessão", disse a ministra.
Crédito
Lula disse ainda durante o evento que o principal desafio enfrentado pela economia mundial é manter o acesso ao crédito, apesar da crise. "Temos um problema no mundo chamado acesso ao crédito", disse Lula. "Necessitamos restaurar o fluxo [de crédito] para que se restabeleça o comércio mundial", acrescentou.
Segundo o presidente, "temos que resolver os problemas de confiança e não vejo como, se não fizermos algo com os bancos." Lula opinou que o assunto será uma das questões cruciais a serem tratadas na reunião do G20 (grupo que congrega os países desenvolvidos e os principais emergentes) prevista para Londres, no próximo dia 2 de abril.
Segundo Lula, a classe média é a principal vítima da crise. "São os que mais se beneficiaram com o boom, melhoraram seu nível de vida e ganharam direitos em geral, mas são os mais expostos a perder o conquistado", disse.
Protecionismo
Lula aproveitou o evento para pedir novamente que os países não entre em uma onda protecionista com o objetivo de salvar suas economias. "O protecionismo é uma droga que dá um benefício temporário, mas que no final leva a uma crise maior", disse o presidente, segundo informações da agência de notícias Bloomberg.
Em um encontro que teve no sábado com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Lula abordou a questão do protecionismo adotado pelo país.
"O problema é que todo país só quer vender, ou seja, cada país quer ter superávit comercial, e não é possível. O comércio exterior é uma via de duas mãos. Você vende e compra para manter o equilíbrio. E nós precisamos manter isso. Protecionismo, neste momento, agravaria a crise econômica", disse.
Por sua vez, Obama afirmou que a intenção "não é retroceder nos avanços que já aconteceram". "O acordo que nós já conseguimos com o Brasil não pode ser violado. Tenho certeza que o presidente Lula também vai tomar atitudes semelhantes no Brasil para garantir que o comércio mundial não retroceda. [...] Vamos assegurar que o respeito entre os dois países construa um caminho bom para ambos. Não vamos construir muros em torno de nossos países", afirmou Obama na ocasião.
Com agências internacionais.
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Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
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Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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