Lula rebate previsão de PIB negativo do Brasil estimado por banco americano
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou nesta segunda-feira (16) a previsão do banco de investimentos Morgan Stanley de que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano será negativo em 4,5%.
Em entrevista coletiva em Nova York, Lula manteve a previsão de que o país vai crescer, como havia afirmado poucas horas antes, em discurso durante encontro com empresários nos EUA. "Esses bancos não acertaram nem o que iria acontecer com eles mesmos, quanto mais a situação do Brasil", disse Lula.
"Certamente o Brasil não vai crescer do jeito que nós queríamos, mas certamente será um dos países que terão crescimento positivo este ano", acrescentou.
Ainda ao falar dos efeitos da crise no Brasil, o presidente afirmou que, em crises menos graves do que a atual o país quebrou, mas que dessa vez não irá quebrar. O presidente não quis, entretanto, fazer previsões sobre o resultado do PIB neste ano. "Não cravei um número antes, não tem por que cravar agora", afirmou. "Mas as coisas estão acontecendo, e eu estou tão otimista agora quanto estava no ano passado."
| Shannon Stapleton/Reuters |
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| Lula diz que PIB crescerá em 2009 e que destravar crédito mundial é maior desafio |
O tom otimista de Lula sobre o país foi seguido pelos seus ministros que também discursaram no evento, Dilma Rousseff (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda), e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Dilma, por exemplo, disse que a previsão de investimentos no Brasil não diminuiu por conta da crise econômica internacional. Segundo ela, os investimentos seguem "promissores, com indicativos de manutenção da taxa em relação ao PIB (Produto Interno Bruto)".
"Produto, renda e emprego em crescimento, estabilidade macroeconômica e política de distribuição de renda e investimento nos permitem ver a crise como oportunidade. (...) Achamos que não vai haver recessão", disse a ministra.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, por sua vez, defendeu a retomada das negociações da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial, realizadas no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio).
"Os EUA não precisam ter receio de Doha", disse Amorim. "Doha não é um grande acordo de livre comércio, mas uma mudança de regras para melhorar para todos. Visa, principalmente, chegar à eliminação de subsídios, implementar um sistema livre de cotas e tarifas para os países pobres e o reforçar o sistema multilateral, que fortalece, inclusive, a paz", explicou Amorim.
Em julho do ano passado, ministros de 35 países tentaram durante nove dias salvar a Rodada Doha, lançada no final de 2001 e que devia ser concluída em 2004. Ela, no entanto, esbarrou nos interesses contraditórios dos países exportadores agrícolas e dos países exportadores de produtos industrializados, especialmente Estados Unidos e Índia.
Crédito
Lula disse ainda durante o evento que o principal desafio enfrentado pela economia mundial é manter o acesso ao crédito, apesar da crise. "Temos um problema no mundo chamado acesso ao crédito", disse Lula. "Necessitamos restaurar o fluxo [de crédito] para que se restabeleça o comércio mundial", acrescentou.
Segundo o presidente, "temos que resolver os problemas de confiança e não vejo como, se não fizermos algo com os bancos." Lula opinou que o assunto será uma das questões cruciais a serem tratadas na reunião do G20 (grupo que congrega os países desenvolvidos e os principais emergentes) prevista para Londres, no próximo dia 2 de abril.
Segundo Lula, a classe média é a principal vítima da crise. "São os que mais se beneficiaram com o boom, melhoraram seu nível de vida e ganharam direitos em geral, mas são os mais expostos a perder o conquistado", disse.
Protecionismo
Lula aproveitou o evento para pedir novamente que os países não entre em uma onda protecionista com o objetivo de salvar suas economias. "O protecionismo é uma droga que dá um benefício temporário, mas que no final leva a uma crise maior", disse o presidente, segundo informações da agência de notícias Bloomberg.
Em um encontro que teve no sábado com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Lula abordou a questão do protecionismo adotado pelo país.
"O problema é que todo país só quer vender, ou seja, cada país quer ter superávit comercial, e não é possível. O comércio exterior é uma via de duas mãos. Você vende e compra para manter o equilíbrio. E nós precisamos manter isso. Protecionismo, neste momento, agravaria a crise econômica", disse.
Por sua vez, Obama afirmou que a intenção "não é retroceder nos avanços que já aconteceram". "O acordo que nós já conseguimos com o Brasil não pode ser violado. Tenho certeza que o presidente Lula também vai tomar atitudes semelhantes no Brasil para garantir que o comércio mundial não retroceda. [...] Vamos assegurar que o respeito entre os dois países construa um caminho bom para ambos. Não vamos construir muros em torno de nossos países", afirmou Obama na ocasião.
Redemocratização do FMI
Lula disse ainda que irá à cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), que será realizada no dia 2 de abril em Londres, com propostas concretas para democratizar o FMI (Fundo Monetário Internacional).
"O Brasil apresentará propostas concretas na cúpula de Londres e muitas terão como objetivo tornar mais democrático o FMI", afirmou Lula. Segundo o presidente, "as atuais circunstâncias demonstram o colapso dos mecanismos de governo globais, que incluem as organizações multilaterais, particularmente o FMI e o Banco Mundial".
"É muito importante que o FMI supervisione da mesma maneira as economias desenvolvidas como fez com os países pobres e em desenvolvimento", afirmou a cerca de cem executivos e investidores reunidos em um hotel nova-iorquino.
Além disso, defendeu que estas organizações multilaterais "evitem atuar com a arrogância que exibiram no passado".
Com agências internacionais e Agência Brasil
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Bem, vale lembrar que empresas Franceças, Alemãs, Norte americanas atuam em peso no Brasil.
Esse dado do PIB, é irrelevante.
Temos uma péssima educação e serviços públicos, temos poucas empresas de peso na área tecnologia.
O que faz um pais ser forte são as empresas que ela possui e isso nao é paupite furado.
Essa cultura de otimismo brasileiro baseado em nada. Que iremos dominar o mundo com a petrobrás e o resto?
Infelizmente precisamos de muito mais para sermos primeiro mundo e não um simples otimismo tolo do estilo "Deus é brasileiro."
Pura engenuidade.
[]s
Eduardo.
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1° - Quando estivemos no governo de 1.995 até 2.002 não existia lá nesse local nenhuma gota de petróleo, conforme estudo que recebemos dos mais renomados especialistas nessa área. Esse óleo, como depois foi constatado, surgiu lá a partir do dia 1° de janeiro de 2.003, exatamente quando se iniciava o atual governo, o que é uma injustiça. Essa conversa de que ele está lá há milhões é papo furado.
2° - Essa palavra PeTróleo, ao contrário do que muitos pensam, foi inventada pelo partido do atual governo para fins de propaganda do mesmo.
3° - Vamos entrar com um requerimento no Supremo Tribunal Federal para que o mesmo obrigue o atual presidente a repartir pelo menos um pouco da sua " sorte " e popularidade conosco. Afinal de contas esse orgão foi criado exatamente para fazer justiça.
Assinado : OPOSIÇÃO FRUSTRADA E DESESPERADA COM O SUCESSO DO ATUAL GOVERNO.
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