Dinheiro
19/03/2009 - 08h56

Empresas fornecedoras da Embraer começam a demitir em SP

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BRENO COSTA
da Agência Folha

Um mês depois do anúncio da demissão de 4.270 funcionários da Embraer, o efeito cascata começa a se manifestar na região de São José dos Campos (SP) com a demissão de 297 empregados de sete fornecedoras da empresa desde o último dia 19 de fevereiro, segundo dados levantados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José.

A conta do sindicato considerou apenas os metalúrgicos das 11 maiores empresas de um universo de cerca de 30 fornecedoras da Embraer em São José dos Campos. Eventuais cortes nos setores administrativos e de engenharia, por exemplo, não estão incluídos.

Os 297 demitidos representam 17% do total de metalúrgicos que estavam empregados nessas fábricas em dezembro (1.737), de acordo com os números do sindicato.

"A situação está pior do que a gente imaginava. Empresas que imaginávamos que conseguiriam segurar as pontas não estão resistindo à redução da demanda", diz o diretor-executivo do sindicato e responsável pela relação com as fornecedoras, Edmir Marcolino.

Segundo o sindicalista, parte das empresas está sendo obrigada a trabalhar em turno único. Marcolino diz que 30% das fornecedoras, dependentes da Embraer, terão que fechar as portas em breve, caso não haja um aquecimento da demanda.

Os números do sindicato mostram que, desde dezembro, 379 trabalhadores foram demitidos naquelas 11 empresas. Ou seja, 78% dos cortes aconteceram depois do anúncio das demissões na Embraer.

O número de cortes entre os fornecedores, que produzem desde bancos de aeronaves até as janelas dos aviões, pode aumentar substancialmente na próxima semana, segundo Marcolino. Ele diz que mais 240 funcionários de três empresas podem perder seus empregos caso seja confirmada a redução do regime de produção para apenas um turno.

 

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