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Dinheiro
20/03/2009 - 15h24

Déficit do Orçamento dos EUA deve chegar a US$ 1,8 tri e bater recorde

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da Folha Online

Atualizado às 16h06.

O déficit orçamentário dos Estados Unidos para o ano fiscal de 2009 (que termina em setembro), deverá alcançar o recorde de US$ 1,845 trilhão, equivalente a 13,1% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo o CBO (Escritório do Congresso para o Orçamento, na sigla em inglês).

Os democratas no Congresso preparam a proposta orçamentária do presidente americano, Barack Obama, para ser submetida a uma votação preliminar na próxima semana.

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O valor ficou ligeiramente acima da estimativa feita pela Casa Branca no mês passado, de um déficit de US$ 1,75 trilhão, mas supera em muito a estimativa feita pelo próprio CBO em janeiro, de um déficit de US$ 1,2 trilhão.

"Desde que o CBO divulgou suas projeções em janeiro, o panorama para o déficit orçamentário se deteriorou mais", diz o texto do órgão do Congresso. "A promulgação da lei de estpimulo, a piora do cenário econômico e outros fatores elevaram as projeções do déficit em mais de US$ 400 bilhões tanto em 2009 quanto em 2010 e em quantias menores daí em diante."

"O CBO também analisou as propostas esboçadas no projeto presidencial. Sob tais políticas, o déficit totalizaria US$ 1,8 trilhão (13,1% do PIB) em 2009 e US$ 1,4 trilhão (9,6% do PIB) em 2010", diz o texto.

No último dia 3, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse que o governo Obama herdou "a pior situação fiscal da história do país". Segundo ele, do déficit de US$ 1,75 trilhão previsto para o ano fiscal em curso, US$ 1,3 trilhão --cerca de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) americano-- foi herdado da administração anterior, do presidente George W. Bush.

A proposta de Orçamento já apresentada pelo presidente prevê gastos totais de US$ 3,606 trilhões para o ano fiscal de 2010 (que começa em outubro deste ano), contra US$ 3,724 trilhões do ano fiscal anterior. "Estabelecemos uma meta ambiciosa mas crucial em termos econômicos, de reduzir expressivamente nossos déficits assim que a recuperação estiver firmada e a estabilidade financeira tiver voltado", disse Geithner.

O presidente do Comitê Orçamentário do Senado, o democrata Kent Conrad, disse, segundo o "Washington Post", que as novas estimativas para o Orçamento vão exigir ajustes na proposta do presidente Obama, sem entrar em detalhes. Após um encontro com Obama nesta semana, Conrad disse que o presidente "entende o processo legislativo" e vai "pedir que todos façam ajustes".

Já a presidente da Casa dos Representantes (Câmara os Deputados), Nancy Pelosi, disse que as diferenças entre as estimativas da Casa Branca e do CBO "não são incomuns". "Nossas prioridades são as mesmas", disse. "Esse orçamento é uma declaração dos nossos valores e nossos investimentos em educação, na saúde das pessoas e na saúde do país."

Metade

Obama prometeu, no fim de fevereiro, que reduzirá o déficit pela metade até o final de seu mandato, em 2013, para US$ 533 bilhões. Ele ainda planeja um fundo de US$ 634 bilhões para reformar o sistema de saúde do país nos próximos dez anos. O plano prevê aumento dos impostos dos mais ricos para custear o fundo. Os recursos para reduzir o déficit também virão de um programa de venda de créditos de carbono.

Outras economias podem ser feitas com reduções de subsídios a produtores agrícolas que tenham ganhos acima de US$ 500 mil por ano.

Geithner alertou para consequências negativas se o déficit não for reduzido para cerca de US$ 533 bilhões. "A falha em reduzir os déficits para esse nível resultaria em taxas de juros mais altas com o governo tomando empréstimos no setor privado, levando a um crescimento mais lento e a padrões de vida mais baixos para os americanos", afirmou.

O projeto de orçamento ainda reduz a previsão de recursos para as guerras do Afeganistão e do Iraque para US$ 130 bilhões no ano fiscal de 2010. Para o ano fiscal de 2011, a previsão é de uma redução ainda mais expressiva --2011 é o ano em que Obama quer retirar as tropas americanas do Iraque.

O texto do Orçamento divulgado hoje diz que o sistema de saúde será financiado em parte através de um "reequilibrio do código fiscal de modo a que os mais ricos paguem mais".

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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