Déficit do Orçamento dos EUA deve chegar a US$ 1,8 tri e bater recorde
da Folha Online
Atualizado às 16h06.
O déficit orçamentário dos Estados Unidos para o ano fiscal de 2009 (que termina em setembro), deverá alcançar o recorde de US$ 1,845 trilhão, equivalente a 13,1% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo o CBO (Escritório do Congresso para o Orçamento, na sigla em inglês).
Os democratas no Congresso preparam a proposta orçamentária do presidente americano, Barack Obama, para ser submetida a uma votação preliminar na próxima semana.
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O valor ficou ligeiramente acima da estimativa feita pela Casa Branca no mês passado, de um déficit de US$ 1,75 trilhão, mas supera em muito a estimativa feita pelo próprio CBO em janeiro, de um déficit de US$ 1,2 trilhão.
"Desde que o CBO divulgou suas projeções em janeiro, o panorama para o déficit orçamentário se deteriorou mais", diz o texto do órgão do Congresso. "A promulgação da lei de estpimulo, a piora do cenário econômico e outros fatores elevaram as projeções do déficit em mais de US$ 400 bilhões tanto em 2009 quanto em 2010 e em quantias menores daí em diante."
"O CBO também analisou as propostas esboçadas no projeto presidencial. Sob tais políticas, o déficit totalizaria US$ 1,8 trilhão (13,1% do PIB) em 2009 e US$ 1,4 trilhão (9,6% do PIB) em 2010", diz o texto.
No último dia 3, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse que o governo Obama herdou "a pior situação fiscal da história do país". Segundo ele, do déficit de US$ 1,75 trilhão previsto para o ano fiscal em curso, US$ 1,3 trilhão --cerca de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) americano-- foi herdado da administração anterior, do presidente George W. Bush.
A proposta de Orçamento já apresentada pelo presidente prevê gastos totais de US$ 3,606 trilhões para o ano fiscal de 2010 (que começa em outubro deste ano), contra US$ 3,724 trilhões do ano fiscal anterior. "Estabelecemos uma meta ambiciosa mas crucial em termos econômicos, de reduzir expressivamente nossos déficits assim que a recuperação estiver firmada e a estabilidade financeira tiver voltado", disse Geithner.
O presidente do Comitê Orçamentário do Senado, o democrata Kent Conrad, disse, segundo o "Washington Post", que as novas estimativas para o Orçamento vão exigir ajustes na proposta do presidente Obama, sem entrar em detalhes. Após um encontro com Obama nesta semana, Conrad disse que o presidente "entende o processo legislativo" e vai "pedir que todos façam ajustes".
Já a presidente da Casa dos Representantes (Câmara os Deputados), Nancy Pelosi, disse que as diferenças entre as estimativas da Casa Branca e do CBO "não são incomuns". "Nossas prioridades são as mesmas", disse. "Esse orçamento é uma declaração dos nossos valores e nossos investimentos em educação, na saúde das pessoas e na saúde do país."
Metade
Obama prometeu, no fim de fevereiro, que reduzirá o déficit pela metade até o final de seu mandato, em 2013, para US$ 533 bilhões. Ele ainda planeja um fundo de US$ 634 bilhões para reformar o sistema de saúde do país nos próximos dez anos. O plano prevê aumento dos impostos dos mais ricos para custear o fundo. Os recursos para reduzir o déficit também virão de um programa de venda de créditos de carbono.
Outras economias podem ser feitas com reduções de subsídios a produtores agrícolas que tenham ganhos acima de US$ 500 mil por ano.
Geithner alertou para consequências negativas se o déficit não for reduzido para cerca de US$ 533 bilhões. "A falha em reduzir os déficits para esse nível resultaria em taxas de juros mais altas com o governo tomando empréstimos no setor privado, levando a um crescimento mais lento e a padrões de vida mais baixos para os americanos", afirmou.
O projeto de orçamento ainda reduz a previsão de recursos para as guerras do Afeganistão e do Iraque para US$ 130 bilhões no ano fiscal de 2010. Para o ano fiscal de 2011, a previsão é de uma redução ainda mais expressiva --2011 é o ano em que Obama quer retirar as tropas americanas do Iraque.
O texto do Orçamento divulgado hoje diz que o sistema de saúde será financiado em parte através de um "reequilibrio do código fiscal de modo a que os mais ricos paguem mais".
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
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O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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