Inflação chega a quase 1% em São Paulo, segundo o IPC-Fipe
CARLOS BRAZILEditor-assistente de Economia
da Folha Online
A inflação no município de São Paulo avança em agosto e chega a 0,95% na segunda quadrissemana do mês (período entre os dias 16 de julho e 15 de agosto), de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
A expectativa do mercado é justamente de inflação alta, acima de 1%, no mês, devido às pressões, principalmente, dos preços de combustíveis, alimentos e tarifas administradas pelo governo, como energia elétrica.
Este é o maior percentual desde o indicador fechado (quarta quadrissemana) de agosto de 2001, quando os preços subiram 1,15%. Há uma semana, na primeira prévia de agosto de 2002, o indicador havia ficado em 0,79%. Há um mês, na segunda quadrissemana de julho, o IPC foi de 0,27%, e, há um ano, na segunda parcial de agosto de 2001, a inflação era de 1,48%.
A maior contribuição na alta veio do grupo habitação, com +1,36% (ou 0,445 ponto percentual de contribuição ao índice). O grupo alimentação subiu mais (1,39%), mas sua contribuição no IPC foi menor (0,315 ponto percentual), de acordo com a metodologia de cálculo do indicador.
Na outra ponta, o segmento de vestuário teve deflação de 0,27%. Os demais grupos tiveram as seguintes altas: transportes (0,29%); despesas pessoais (0,59%); saúde (1,04%); e educação (0,16%).
O IPC-Fipe é calculado com base na variação de preços de produtos e serviços usualmente consumidos por famílias com renda mensal entre 1 e 20 salários mínimos.
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