Entenda como a escassez de crédito a exportação pressiona o dólar
da Folha de S.PauloEntenda como a escassez de crédito a exportação pressiona o câmbio no Brasil.
Com a queda nas Bolsas dos EUA, bancos estrangeiros têm deixado de emprestar dinheiro para países emergentes. No caso do Brasil, a situação se agrava pela desconfiança em relação à situação da economia do país e ao quadro eleitoral;
As empresas que têm dívidas no exterior, em especial aquelas que dependem de matérias-primas importadas para funcionar. Os exportadores também têm enfrentado dificuldades para financiar suas vendas;
Exportadores tomam empréstimos para financiar a produção dos bens que, posteriormente, serão vendidos para fora do país. Como as vendas são em dólares, o crédito também é em dólar;
Os dólares emprestados pelo FMI vão direto para as reservas do governo, administradas pelo BC. Para que o dinheiro chegasse às empresas, seria preciso que o próprio BC concedesse os empréstimos, o que não acontece hoje;
Sem conseguir convencer os credores a rolar suas dívidas, empresas brasileiras têm sido obrigadas a quitá-las. Para isso, é necessário que dólares sejam enviados para fora do país, o que pressiona a cotação do dólar e pode reduzir seus investimentos;
Com menos acesso a financiamentos, as empresas têm dificuldades em direcionar sua produção para o exterior. Se as exportações caem, também se reduz o fluxo de dólares para o país;
São três os principais instrumentos usados para financiar as exportações:
a) Setor público: o governo oferece empréstimos aos exportadores por meio do BNDES (na linha chamada de Exim) e do Banco do Brasil (por meio do Proex, programa de incentivo às exportações);
b) Setor privado: bancos privados emprestam a exportadores por meio, principalmente, do ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio), que permite que a empresa receba o crédito antes que a mercadoria seja embarcada.

