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Dinheiro
24/03/2009 - 11h37

Governo dará seguro-desemprego ampliado para 103 mil trabalhadores

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 11h48.

O Ministério do Trabalho liberou o pagamento de duas parcelas adicionais do seguro-desemprego para 103.077 trabalhadores demitidos sem justa causa em dezembro de 2008 --naquele mês, 650 mil pessoas perderam suas vagas. As demissões, na avaliação do governo, teriam sido consequência direta da crise internacional.

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, "o benefício ficará restrito aos demitidos em dezembro", uma vez que em janeiro o corte de vagas desacelerou bastante e em fevereiro já houve leve recuperação (9.179 vagas).

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Sem crise, Brasil teria perdido 350 mil empregos em dezembro, estima Dieese
Sem crise, Brasil teria perdido 350 mil empregos em dezembro, estima Dieese

O ministro afirmou que, como as médias de perdas de vagas são trimestrais, tudo indica que não haverá mais necessidade de ampliação do benefício. Sobre os 4.200 demitidos pela Embraer, Lupi diz que o corte, isolado em um mês, também não permite a ampliação.

Foram beneficiados empregados de 42 subsetores da economia e 16 Estados, considerados aqueles que tiveram as maiores perdas de vagas formais. Os Estados com mais setores beneficiados são Minas Gerais (41.412) e São Paulo (44.312). Entre as principais áreas estão a industria metalúrgica, mecânica e de materiais de transporte.

O governo estima um gasto extra de cerca de R$ 126 milhões com o pagamento que será feito automaticamente aos trabalhadores.

Hoje, o benefício varia de três a cinco meses, dependendo do tempo em que o trabalhador ficou no emprego --o seguro vai de R$ 465 a R$ 870, sendo o valor médio pago de R$ 595,20. Agora, as parcelas serão de cinco a sete meses.

A medida é temporária e ficará restrita apenas aos setores que estão sofrendo mais com a crise e aos Estados que tiveram mais demissões nessas áreas. É possível, por exemplo, que o seguro seja estendido para o trabalhador demitido de uma siderúrgica em São Paulo, mas não para quem trabalhava na mesma área em outra região do país.

A análise é feita por setor e por Estado, a partir dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que foram divulgados entre dezembro e fevereiro.

Só pode ser beneficiado quem perdeu o emprego em dezembro de 2008. O pagamento extra será feito a partir de abril e será automático.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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