Dinheiro
25/03/2009 - 14h28

SP perde 316 mil empregos em dois meses e tendência é de piora, diz Seade

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

A região metropolitana de São Paulo eliminou 179 mil vagas em em fevereiro, segundo pesquisa da Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Nos dois primeiros meses deste ano, a baixa chega a 316 mil postos. E segundo as entidades, a tendência é de aumento do desemprego.

"Em março de 2008, a taxa de desemprego foi de 14,3% e não é absolutamente inesperado se chegarmos a algo similar ou até superar este índice em março deste ano", disse Alexandre Loloian, coordenador de análises da Seade.

Segundo ele, a redução de postos em fevereiro deste ano é comparável à registrada em igual mês em 1992, quando a ocupação caiu 2,8%, com o corte de 189 mil vagas (aos 6,537 milhões de ocupados). Em 2002, também houve retração semelhante, de 2%, com o corte de 154 mil postos.

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo subiu de 12,5% em janeiro para 13,5% em fevereiro. Apesar da elevação, ainda trata-se do menor patamar para um mês de fevereiro desde 1996.

"A taxa de 13,5% não é baixa, mas é a menor desde 96. Temos um estoque de vantagem ainda. Eram mais de dois milhões de desempregados em 2004, período crítico da economia. São 1,4 milhão agora", ponderou Loloian.

O contingente de desempregados foi estimado em 1,397 milhão de pessoas em fevereiro, 92 mil a mais do que no mês anterior, resultado da eliminação dos 179 mil postos e da saída de 87 mil pessoas do mercado de trabalho. O nível de ocupação (8,953 milhões) em fevereiro recuou 2% em relação ao mês anterior (9,132 milhões).

"Tudo o que se ganhou ao longo de 2008 se perdeu em dois meses. Voltamos ao contingente de desempregados de fevereiro do ano passado [taxa de 13,6%]", disse Loloian.

Nos últimos 12 meses, a menor taxa ocorreu em dezembro do ano passado, de 11,8%. Segundo o coordenador do Seade, o nível de ocupação vem perdendo posição desde setembro, quando a crise econômica começou a se agravar nos Estados Unidos.

Em fevereiro, o impacto maior foi para a indústria, com a perda de 70 mil postos em relação ao mês anterior, seguido pelo setor de serviços (-43 mil), construção e emprego doméstico (-55 mil) e comércio (-11 mil).

Em função do grande peso da indústria, a Região do ABC teve a maior alta da taxa de desemprego em fevereiro, ao passar de 10,7% em janeiro para 12,3% em fevereiro. Na cidade de São Paulo, o índice ficou em 12,3% em fevereiro (ante 11,2% em janeiro) e no grupo dos demais municípios da região metropolitana, em 15%, contra 14,2% em janeiro.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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