Confiança do consumidor cai em março e atinge menor nível desde 2005, diz FGV
da Folha Online
O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) caiu 0,7% em março, para 94,2 pontos, contra 94,9 em fevereiro, segundo a pesquisa "Sondagem de Expectativas do Consumidor", feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado de março é, assim, o menor da série iniciada em setembro de 2005 (considerando ajustes sazonais). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira.
Neste mês, as avaliações sobre a situação presente "continuaram piorando enquanto as previsões relativas ao futuro próximo, em média, permaneceram estáveis", diz o documento da FGV.
O ISA (Índice da Situação Atual) caiu 1,1%, para 98,3 pontos, menor nível desde março de 2007 (quando ficou em 97,8 pontos). Já o IE (Índice de Expectativas) manteve-se estável em 92,6 pontos, o menor nível da série.
Entre fevereiro e março, a parcela dos consumidores que avaliam a situação atual como boa caiu de 8,4% para 7,4% do total, enquanto a dos que a consideram ruim elevou-se de 51,2% para 52,5%.
No IE, o pessimismo em relação à situação econômica local e da família nos próximos seis meses, segundo a FGV, mas o resultado negativo do indicador de compras de bens duráveis fez com que o indicador permanecesse no patamar de fevereiro.
A proporção de consumidores que planejam gastar mais com duráveis nos seis meses seguintes caiu de 7,2% para 6,7%; já a parcela a dos que pretendem gastar menos aumentou de 39,2% para 40,1%.
A pesquisa é realizada com base numa amostra de mais de 2000 domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de março de 2009 foi realizada entre os dias 02 e 20 de março de 2009.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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