Rendimento médio do trabalhador cai 0,1% em fevereiro, diz IBGE
JULIANA ENNES
da Folha Online, no Rio
O rendimento médio real do trabalhador apresentou a primeira queda desde outubro. Em fevereiro, a renda média foi de R$ 1.321,30, uma ligeira queda de 0,1% em relação a janeiro, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e Estatística) --Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Já na comparação com fevereiro de 2008, o resultado aponta para uma recuperação do poder de compra do trabalhador, com alta de 4,6%.
Segundo Cimar Azeredo, gerente da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE, o poder de compra do trabalhador vem subindo continuamente no longo prazo. A queda de fevereiro ainda não representa necessariamente uma reversão dessa tendência.
No mês, a única alta foi registrada no rendimento foi pelos trabalhadores de empregos com carteira assinada no setor privado, com avanço da renda de 0,9%, alcançando R$ 1.274,90. Na comparação com 2008, isso representa uma alta de 5,8%.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado em fevereiro foi 1,1% menor do que em janeiro, uma redução de 109 mil postos de trabalho. Na comparação equivalente período do ano passado, o número de vagas foi 3,4% maior.
O rendimento dos trabalhadores apresentou queda em todos os outros setores, entre empregos sem carteira assinada (-0,3%), militares ou funcionários públicos (-0,8%) e trabalhadores por conta própria (-0,2%). Na maior parte dos casos, o número de vagas acompanhou a redução de rendimento médio real.
O número de empregos sem carteira assinada em fevereiro foi 2,2% menor que no primeiro mês do ano, e 1,8% abaixo do registrado em fevereiro de 2008. Já o contingente de trabalhadores autônomos cresceu 0,5%, com mais 19 mil pessoas trabalhando nessas condições.
No funcionalismo público e entre os militares, houve redução de 5,5% do contingente de trabalhadores, com retração de 93 mil vagas. Mas ante fevereiro do ano passado, o número de vagas ainda fica positivo em 1,5%.
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