BC prorroga prazo para compulsório que ajuda bancos pequenos
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Banco Central prorrogou de 31 de março para 30 de junho o prazo pelo qual os grandes bancos poderão descontar do depósito compulsório a prazo as compras de carteiras de crédito e outros ativos dos bancos de menor porte.
Entenda o que é o compulsório e como ele coloca mais dinheiro na economia
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Por meio do compulsório, os bancos são obrigados a depositar em uma conta no próprio BC parte dos recursos captados dos seus clientes nos depósitos à vista, a prazo ou poupança. Quando o BC reduz o compulsório, libera mais dinheiro para que os bancos possam fazer empréstimos e outras operações.
Essa é a segunda prorrogação da medida, tomada durante o pior momento da crise internacional de crédito, para ajudar os bancos pequenos que estavam sem recursos para manter suas operações.
Ao todo, as mudanças no compulsório já injetaram cerca de R$ 100 bilhões na economia brasileira.
Mais cedo o CMN (Conselho Monetário Nacional) anunciou outra medida para ajudar os bancos pequenos e médios (aqueles com patrimônio de referência de até R$ 2,5 bilhões).
O governo criou um sistema de garantias para aumentar os recursos para bancos médios e pequenos, os mais afetados pela crise internacional de crédito. A medida deve representar uma injeção de pelo menos R$ 40 bilhões.
Além de carteiras de crédito, o prazo ampliado hoje também vale para operações de leasing, títulos de renda fixa, depósitos interfinanceiros, direitos creditórios integrantes de carteiras do FDIC (tipo de fundos de recebíveis) e direitos creditórios, depósitos bancários, letras de arrendamento mercantil e letras de câmbio de propriedade do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), entre outros.
Reserva
Em outra resolução, o BC também retirou a prioridade na liberação do dinheiro das reservas para empresas com dívidas no exterior que venceriam até junho deste ano. Agora, o tratamento será o mesmo para todas as empresas com dívidas a vencer até dezembro de 2009.
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