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Dinheiro
27/03/2009 - 14h51

Ford anuncia plano de demissão nas unidades de SP e BA

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da Folha Online

Atualizado às 16h28.

A Ford anunciou nesta sexta-feira a implementação de um plano de demissão voluntária para as três unidades de produção da companhia no Brasil, em Camaçari (BA), São Bernardo (SP) e Taubaté (SP). A empresa alega redução nas exportações, mas não informa qual a meta de corte de funcionários. A Ford emprega 10,2 mil funcionários no Brasil.

De acordo com comunicado da Ford, o objetivo é "ajustar o seu efetivo aos níveis de produção atuais, relacionados principalmente à redução significativa nos volumes de exportação". No primeiro bimestre deste ano, a Ford Brasil teve uma redução de 52,8% no volume de exportações em comparação com o mesmo período de 2008.

Para a montadora, "a queda nas vendas externas é resultado da desaceleração da economia global e tem afetado os principais mercados da Ford, bem como de toda a indústria".

O PDV será aberto a todos os empregados, incluindo os aposentados. A empresa também não detalhou o período de inscrição ao programa.

"Aproveitamos a oportunidade para reafirmar o nosso objetivo de manutenção dos investimentos já anunciados e de manter a nossa competitividade em nível mundial", afirma o comunicado.

A empresa apresentou aumento de 5,28% nas vendas em 2008 em relação a 2007, alcançando 260.139 unidades, em quarto lugar no ranking do mercado nacional.

Exportações

Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), em fevereiro, as exportações caíram 52,3% em volume e 49,2% em valores. Nos principais mercados que compram veículos brasileiros, a queda das vendas chega a 80%.

O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, afirmou que o setor, em alguns países, vive uma depressão, mas que no Brasil a situação não é tão grave.

A queda na demanda externa, no entanto, impactou brutalmente as exportações brasileiras, incluindo países da América Latina que representam boa parte das vendas externas.

As exportações para a Argentina caíram 68% em janeiro deste ano contra o mesmo período do ano passado (os dados detalhados de fevereiro não estão disponíveis). Em números aproximados, foram embarcadas 8.200 unidades contra 25.700 em 2008. O país vizinho é o maior comprador de automóveis brasileiros, com 55% do volume.

Para o México as vendas caíram 60%, de 13.400 para 5.400 unidades, na mesma comparação. Para o Chile, as exportações sofreram redução de 80%, de 2.600 para 500 unidades em janeiro.

Schneider afirmou que as exportações não devem retomar o ritmo verificado em 2008 e já adiantou que o mercado interno não será suficiente para compensar tais perdas.

Demissões

O número de empregos nas montadoras brasileiras registrou em fevereiro deste ano a quarta queda consecutiva. A primeira, em novembro de 2008, havia sido a primeira desde dezembro de 2006, segundo dados da Anfavea.

Segundo a associação, foram eliminados 1.786 postos de trabalho apenas no mês de fevereiro, representando uma queda de 1,4% no período.

Somados os quatro meses de cortes, a indústria aponta eliminação de 7.769 empregos vagas. A Anfavea informou que considera tanto os empregos efetivos quanto os temporários.

No mês passado, as empresas somaram 123.948 empregos, contra 125.734 de janeiro. Até outubro, quando a crise se gravou no setor, eram 131.717 empregados nas montadoras.

De acordo com a associação, no entanto, o número de empregos em fevereiro deste ano ainda ficou 1,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2008.

Veja as condições e prazos de adesão ao PDV:

São Bernardo e Taubaté
1) Empregados horistas, incluindo aposentados:
41,5% do salário nominal mensal por ano de serviço na Ford

2) Empregados horistas com restrições médicas desde que reconhecidas pelo INSS:
140% do salário nominal mensal por ano de serviço na Ford mais indenização adicional de acordo com a faixa salarial

Vigência:
Taubaté: de 1º a 15 de abril de 2009
São Bernardo: de 2 a 22 de abril de 2009

Camaçari

1) Empregados horistas
R$ 10.000 de indenização mais indenização adicional de R$ 750 ou três meses de assistência médica

2) Empregados horistas com doença ocupacional, desde que reconhecidas pela companhia:
R$ 15.000 de indenização mais indenização adicional de R$ 3.000 ou 12 meses de assistência médica

Vigência: de 6 a 27 de abril 2009

 

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