Crise terá impacto negativo na América Latina e no Caribe, diz organização
da Efe, em Santiago (Chile)
A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) advertiu neste sábado para o impacto "forte e negativo" que a atual crise internacional terá na região, que se refletirá, entre outros aspectos, em uma diminuição dos fluxos de investimento estrangeiro.
Após classificar a crise atual como a mais grave desde a depressão dos anos 30, a Cepal destacou que a atual conjuntura "demonstra a necessidade urgente de melhorar o tratamento do risco e a regulação dos mercados".
As avaliações constam de dois documentos da comissão, nos quais os efeitos da crise nos países da região são analisados, sem importar o grau de abertura das economias das nações.
Para a Cepal, o impacto da crise na região obedece principalmente à escassez de capitais externos e aos problemas que afetam o comércio internacional.
Nesse contexto, os especialistas ressaltaram que os investimentos externos caíram dos US$ 184 bilhões em 2007 a só US$ 89 bilhões no ano passado, valor que, neste ano, poderia cair para US$ 43 bilhões.
O texto adverte de que os esforços feitos pelos países para enfrentar a crise "podem ser insuficientes para evitar a estagnação ou inclusive a contração da atividade econômica na região".
Quanto às políticas a serem desenvolvidas, a Cepal pediu aos governos da região para aprofundar e ampliar a regulação dos mercados financeiros, para prevenir uma extensão excessiva do crédito e uma tomada de riscos "temerária", como a observada nas economias desenvolvidas antes da explosão da crise.
As medidas reguladoras, segundo o texto, se tornam especialmente necessárias naqueles países que têm sistemas financeiros mais desenvolvidos, como são os casos de Brasil, México e Colômbia.
"Os sistemas financeiros da região estão longe de exibir a sofisticação dos países nos quais a atual crise se origina", assegurou a Cepal.
A isso se acrescenta "uma significativa concentração do crédito em certos segmentos do mercado, em particular o imobiliário, originando um investimento excedente nesses setores", diz o documento.
Para os analistas, em países como Brasil, Chile e México existem certos componentes que têm relação com um sistema financeiro mais complexo, de geração e captação de financiamento mais próprias de países desenvolvidos.
Isso se reflete em que o sistema financeiro "segue dominado pela presença de bancos comerciais que retêm em sua carteira a maior parte do risco que suas colocações originam".
Dessa forma, a Cepal propõe o melhoramento da regulação das instituições financeiras, a ampliação do âmbito dessa regulação, e critica "certos conflitos de interesse que afetam a divulgação fidedigna e oportuna dos níveis de risco que assumem as instituições financeiras".
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
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