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Dinheiro
28/03/2009 - 13h45

Crise terá impacto negativo na América Latina e no Caribe, diz organização

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da Efe, em Santiago (Chile)

A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) advertiu neste sábado para o impacto "forte e negativo" que a atual crise internacional terá na região, que se refletirá, entre outros aspectos, em uma diminuição dos fluxos de investimento estrangeiro.

Após classificar a crise atual como a mais grave desde a depressão dos anos 30, a Cepal destacou que a atual conjuntura "demonstra a necessidade urgente de melhorar o tratamento do risco e a regulação dos mercados".

As avaliações constam de dois documentos da comissão, nos quais os efeitos da crise nos países da região são analisados, sem importar o grau de abertura das economias das nações.

Para a Cepal, o impacto da crise na região obedece principalmente à escassez de capitais externos e aos problemas que afetam o comércio internacional.

Nesse contexto, os especialistas ressaltaram que os investimentos externos caíram dos US$ 184 bilhões em 2007 a só US$ 89 bilhões no ano passado, valor que, neste ano, poderia cair para US$ 43 bilhões.

O texto adverte de que os esforços feitos pelos países para enfrentar a crise "podem ser insuficientes para evitar a estagnação ou inclusive a contração da atividade econômica na região".

Quanto às políticas a serem desenvolvidas, a Cepal pediu aos governos da região para aprofundar e ampliar a regulação dos mercados financeiros, para prevenir uma extensão excessiva do crédito e uma tomada de riscos "temerária", como a observada nas economias desenvolvidas antes da explosão da crise.

As medidas reguladoras, segundo o texto, se tornam especialmente necessárias naqueles países que têm sistemas financeiros mais desenvolvidos, como são os casos de Brasil, México e Colômbia.

"Os sistemas financeiros da região estão longe de exibir a sofisticação dos países nos quais a atual crise se origina", assegurou a Cepal.

A isso se acrescenta "uma significativa concentração do crédito em certos segmentos do mercado, em particular o imobiliário, originando um investimento excedente nesses setores", diz o documento.

Para os analistas, em países como Brasil, Chile e México existem certos componentes que têm relação com um sistema financeiro mais complexo, de geração e captação de financiamento mais próprias de países desenvolvidos.

Isso se reflete em que o sistema financeiro "segue dominado pela presença de bancos comerciais que retêm em sua carteira a maior parte do risco que suas colocações originam".

Dessa forma, a Cepal propõe o melhoramento da regulação das instituições financeiras, a ampliação do âmbito dessa regulação, e critica "certos conflitos de interesse que afetam a divulgação fidedigna e oportuna dos níveis de risco que assumem as instituições financeiras".

Comentários dos leitores
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
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Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Cássio,
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
sem opinião
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