Presidente da Vale diz que recuperação nas vendas afasta demissões
da Agência Brasil
O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse ontem (27), na capital de Moçambique, que a empresa já começa a ver sinais de melhora nas vendas e que, em função da expectativa de um segundo semestre melhor, não pretende demitir mais trabalhadores.
Segundo ele, a empresa "pode aguentar um pouco mais" até a crise econômica financeira mundial passar. Agnelli participou do lançamento da pedra fundamental do projeto Carvão Matize, cujas obras estão sendo iniciadas na província de Tete.
Ele contestou as informações de que a empresa vem demitindo funcionários, uma vez que fechou o ano com um saldo líquido de contratações de cerca de cinco mil trabalhadores.
No início de dezembro do ano passado, a Vale anunciou 1.300 demissões no mundo, sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo. Outros 5.500 foram atingidos por férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 passaram por treinamento para serem realocados dentro da companhia.
Na ocasião, Agnelli afirmou que não teria como garantir a permanência de todos os empregados até o fim do ano. "A Vale não demitiu em 2008, pelo contrário, fechou o ano com um saldo líquido de contratação de mais cinco mil trabalhadores. E eu espero que, em 2009, a gente venha também a contratar mais ainda", afirmou o presidente da empresa.
Segundo Agnelli, a companhia continua investindo e crescendo, tem projetos para entrar em operação ainda este ano, o que exigirá a contratação de novos empregados ou o remanejamento de outros que atualmente estão em férias coletivas ou gozando de férias acumuladas.
Na avaliação do presidente da mineradora, quanto mais tempo a empresa conseguir manter seus empregados melhor para a companhia, embora admita que esteja ainda trabalhando em um nível de produção muito aquém de suas possibilidades.
Para ele, não adianta manter a produção ou abaixar os preços de seus produtos porque está faltando demanda. "E preço não se regula em um mercado onde não há demanda. A única forma de enfrentar uma crise como esta é se adequando à demanda", observou.
Recuperação
Mesmo se dizendo otimista em relação à possibilidade de que o setor siderúrgico como um todo comece a mostrar sinais de recuperação a partir do segundo semestre, Agnelli admitiu, no entanto, que, em caso de agravamento da situação econômica mundial --e de uma retração ainda maior da demanda pelos produtos-- a Vale terá que demitir empregados para fazer ajustes internos.
"Não temos a intenção de demitir e estamos conseguindo isto já há sete meses. Podemos aguentar um pouco mais. Agora, se a crise realmente se aprofundar mais ainda outros ajustes terão que ser feitos."
O presidente da Vale informou que a empresa já vem vendendo mais para os chineses, com crescimento nas vendas de 30% nos meses de janeiro e fevereiro, um recorde na relação comercial com o país. Para os mercados brasileiro e europeu, porém, Agnelli afirmou que as vendas continuam ruins.
Ele disse que a Vale continuará avançando sua participação na África, onde já atua em países como a Congo, Zâmbia, Namíbia, Angola, Guiné Bissau, Egito, Mauritânia e África do Sul.
"Nós continuaremos a avançar nossos investimentos na África porque achamos vantajoso. São mais de 250 mil quilômetros de área onde estamos explorando e onde continuaremos a expandir nossos investimentos".
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E quanto ao outro chutão dele, que as reservas chegariam a US$ 300 bi "em breve", seria interessante ele complementar a informação, dizendo a quanto chegará nossa dívida interna, que consta já estar acima de R$1 trilhão.
De qualquer forma, o governo federal, poderia então, com toda está abundância de caixa, dar o exemplo e pagar os precatórios federais, essa indecência que é tomar algo do cidadão, e pagar quando quiser, e se quiser.
Quem sabe assim os Estados, não seguissem o exemplo também, não é?
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E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
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