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Dinheiro
28/03/2009 - 15h19

Presidente da Vale diz que recuperação nas vendas afasta demissões

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da Agência Brasil

O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse ontem (27), na capital de Moçambique, que a empresa já começa a ver sinais de melhora nas vendas e que, em função da expectativa de um segundo semestre melhor, não pretende demitir mais trabalhadores.

Segundo ele, a empresa "pode aguentar um pouco mais" até a crise econômica financeira mundial passar. Agnelli participou do lançamento da pedra fundamental do projeto Carvão Matize, cujas obras estão sendo iniciadas na província de Tete.

Ele contestou as informações de que a empresa vem demitindo funcionários, uma vez que fechou o ano com um saldo líquido de contratações de cerca de cinco mil trabalhadores.

No início de dezembro do ano passado, a Vale anunciou 1.300 demissões no mundo, sendo 20% em Minas Gerais e as demais em unidades no Brasil e pelo mundo. Outros 5.500 foram atingidos por férias coletivas escalonadas --80% em Minas-- e 1.200 passaram por treinamento para serem realocados dentro da companhia.

Na ocasião, Agnelli afirmou que não teria como garantir a permanência de todos os empregados até o fim do ano. "A Vale não demitiu em 2008, pelo contrário, fechou o ano com um saldo líquido de contratação de mais cinco mil trabalhadores. E eu espero que, em 2009, a gente venha também a contratar mais ainda", afirmou o presidente da empresa.

Segundo Agnelli, a companhia continua investindo e crescendo, tem projetos para entrar em operação ainda este ano, o que exigirá a contratação de novos empregados ou o remanejamento de outros que atualmente estão em férias coletivas ou gozando de férias acumuladas.

Na avaliação do presidente da mineradora, quanto mais tempo a empresa conseguir manter seus empregados melhor para a companhia, embora admita que esteja ainda trabalhando em um nível de produção muito aquém de suas possibilidades.

Para ele, não adianta manter a produção ou abaixar os preços de seus produtos porque está faltando demanda. "E preço não se regula em um mercado onde não há demanda. A única forma de enfrentar uma crise como esta é se adequando à demanda", observou.

Recuperação

Mesmo se dizendo otimista em relação à possibilidade de que o setor siderúrgico como um todo comece a mostrar sinais de recuperação a partir do segundo semestre, Agnelli admitiu, no entanto, que, em caso de agravamento da situação econômica mundial --e de uma retração ainda maior da demanda pelos produtos-- a Vale terá que demitir empregados para fazer ajustes internos.

"Não temos a intenção de demitir e estamos conseguindo isto já há sete meses. Podemos aguentar um pouco mais. Agora, se a crise realmente se aprofundar mais ainda outros ajustes terão que ser feitos."

O presidente da Vale informou que a empresa já vem vendendo mais para os chineses, com crescimento nas vendas de 30% nos meses de janeiro e fevereiro, um recorde na relação comercial com o país. Para os mercados brasileiro e europeu, porém, Agnelli afirmou que as vendas continuam ruins.

Ele disse que a Vale continuará avançando sua participação na África, onde já atua em países como a Congo, Zâmbia, Namíbia, Angola, Guiné Bissau, Egito, Mauritânia e África do Sul.

"Nós continuaremos a avançar nossos investimentos na África porque achamos vantajoso. São mais de 250 mil quilômetros de área onde estamos explorando e onde continuaremos a expandir nossos investimentos".

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
3 opiniões
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