Índice de inflação que reajusta aluguéis cai 0,74% em março, diz FGV
da Folha Online
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), índice utilizado no reajuste de contratos de aluguel, teve queda de 0,74% em março, contra alta de 0,26% em fevereiro. No ano, o índice acumula deflação de 0,92% e, nos últimos 12 meses, uma alta de 6,27%. A forte queda reflete o enfraquecimento da demanda interna.
Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas), trata-se da maior deflação registrada desde junho de 2003 (-1%). A queda neste mês foi maior que a prevista pelos analistas, que esperavam uma deflação de 0,33%.
A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-10 e do IGP-DI, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve deflação de 1,24% neste mês, contra alta de 0,20% em fevereiro, e foi responsável pela maior pressão na queda. O indicador referente aos Bens Finais subiu 0,15% em março, abaixo do 1,25% de fevereiro, com a queda nos preços do subgrupo bens de consumo duráveis (de 0,46% para -1,60%). Excluídos os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais registrou ligeira queda de 0,09%, contra alta de 1,08% no mês passado.
O indicador referente ao grupo Bens Intermediários teve deflação de 1,33%, contra queda de 0,87% em fevereiro. O índice do subgrupo materiais e componentes para a construção passou de queda de 0,30% para uma deflação de 2,96%. Excluído o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, houve deflação de 1,40%, contra deflação de 0,82% em fevereiro.
O índice de Matérias-Primas Brutas teve deflação de 2,97% neste mês, contra alta de 0,60% um mês antes, com destaque para os itens soja em grão (5,84% para -8,11%), milho em grão (5,47% para -6,43%) e café em grão (7,12% para -3,06%).
Já os preços dos itens minério de ferro (-1,25% para 1,39%), fosfatos naturais beneficiados (-18,16% para -0,14%) e laranja (3,47% para 4,21%) aceleraram.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve alta de 0,43% em março, acima do 0,40% visto em fevereiro, com destaque para as altas de preços no grupo Alimentação (de 0,25% para 0,60%), em particular nos itens frutas (-1,48% para 3,00%), aves e ovos (-1,50% para 1,56%), hortaliças e legumes (2,21% para 3,68%) e adoçantes (4,70% para 9,72%).
Também aceleraram os preços nos grupos Habitação (de 0,24% para 0,36%) e Vestuário (de -0,72% para estabilidade), com destaque para os itens: empregada doméstica mensalista (0,86% para 2,71%), aluguel residencial (0,62% para 0,89%) e roupas (-0,98% para -0,30%).
Já os grupos Educação, Leitura e Recreação (1,59% para 0,14%), Transportes (0,52% para 0,45%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,63% para 0,59%) e Despesas Diversas (0,35% para 0,34%) registraram desaceleração, com destaque para cursos formais (2,57% para -0,05%), tarifa de ônibus urbano (1,01% para 0,23%), medicamentos em geral (0,34% para 0,18%) e cerveja (1,66% para 0,51%).
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve deflação de 0,17%, contra alta de 0,35% em fevereiro. O índice relativo a Materiais e Equipamentos teve desaceleração (de 0,31% para -0,44%) e os índices dos grupos Serviços e Mão-de-Obra desaceleraram de 0,88% para queda de 0,16%, e de 0,29% para 0,10%, respectivamente.
Leia mais notícias sobre inflação
- Remédios vão ficar até 5,9% mais caros nesta semana
- Índice prévio da inflação oficial desacelera e fica em 0,11% em março
- Inflação em SP acelera e fica em 0,29% na 3ª prévia de março, diz Fipe
Especial
- Veja o que há em nossos arquivos sobre o IGP-M
- Veja o que há em nosso especial Crise nos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


