Governo prorroga IPI reduzido para carros e desonera material de construção
YGOR SALLES
da Folha Online
Atualizado às 12h11.
O governo federal anunciou nesta segunda-feira a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para o setor automotivo por mais três meses --o benefício valeria até amanhã--, mas com a contrapartida da manutenção dos empregos pelas montadoras, conforme antecipado pela Folha. Entre outras medidas, o governo também anunciou benefícios para motocicletas e materiais de construção e, como compensação, elevou a tributação sobre os cigarros.
As montadoras, porém, estão livres para implementar programas de demissão voluntária --como feito pela Ford na última semana-- e demitir trabalhadores temporários ao final de seus contratos.
Segundo o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, sem a medida, haveria uma queda de 30% nas vendas de veículos no segundo trimestre. Após a redução do IPI, as vendas de veículos se recuperaram da forte queda vista no fim do ano passado. Na primeira quinzena deste mês, as vendas de automóveis e comerciais leves registraram alta de 5,31%. Apesar disso, mais de 4.700 empregos foram cortados no setor.
Além das montadoras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que os materiais de construção também terão alíquotas menores de IPI. Haverá isenção para a compra de revestimentos, vernizes, tintas, cimento, pias, louças de banheiro, rede e grade de aço, chuveiro, fechaduras e dobradiças, entre outros itens. Outros produtos tiveram apenas redução, como massa de vidraceiro, cujo IPI foi de 10% para 2%.
Além disso, foi modificado o regime de tributação para a construção civil (congrega os impostos: IR, CSLL, PIS e Cofins), aplicado às construtoras, com redução de 7% para 6%. Caso a construtora esteja no programa de habitação do governo, a redução vai a 1%.
Outra medida é o benefício fiscal para motocicletas, que teve redução de Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) de 3% para zero.
Para compensar, ao menos parcialmente, a perda de arrecadação com a desoneração fiscal, o governo vai elevar o IPI e a Cofins sobre os cigarros. Segundo Mantega, o produto ficará entre 20% e 25% mais caro.
A previsão de renúncia fiscal com essas medidas é de R$ 1,5 bilhão. O governo espera recuperar esse valor totalmente com o aumento do imposto sobre cigarros.
O anúncio de hoje feito em São Paulo, que contou com a presença do vice-presidente, José Alencar, complementa o pacote habitacional lançado na semana passada pelo governo, que prevê construir 400 mil casas para a baixa renda e facilitar os empréstimos imobiliários para quem recebe entre três e dez salários mínimos.
Manaus
Mantega informou ainda que o governo, por decreto, ampliou a lista dos setores considerados prioritários na área da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) --têm isenção de IR (Imposto de Renda) de pessoas jurídicas. Foram beneficiadas as empresas de papel e celulose, desde que tenham projeto de reflorestamento, material descartável (barbeadores, canetas, lápis, lapiseiras), brinquedos, relógios e materiais óticos.
As medidas foram assinadas pelo presidente em exercício, José Alencar, e serão publicadas no "Diário Oficial da União" na terça-feira. Elas entram em vigor amanhã, com exceção das tarifas sobre cigarro, que passam a valer em maio.
Veículos
Os carros populares até 1.000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) têm taxa zero (a original é de 7%), os de 1.000 cilindradas a 2.000 cilindradas, à gasolina, têm redução de 13% para 6,5%, e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%.
| MATERIAL | REDUÇÃO DO IPI |
|---|---|
| Cimentos aplicados na construção | 4% para 0% |
| Tintas e vernizes dos tipos aplicado na construção | 5% para 0% |
| Massa de vidraceiro | 10% para 2% |
| Indutos utilizados em pintura | 5% para 2% |
| Revestimentos não refratários do tipo dos utilizados em alvenaria | 5% para 0% |
| Aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos | 10% para 5% |
| Argamassas e concretos para construção | 5% para 0% |
| Banheiras, boxes para chuveiros, pias e lavatórios de plástico | 5% para 0% |
| Assentos e tampas, de sanitários de plástico | 5% para 0% |
| Caixas de descarga e artigos semelhantes para usos sanitários ou higiênicos, de plásticos | 5% para 0% |
| Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês, sanitários, caixas de descarga, mictórios de porcelana | 5% para 0% |
| Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês de cerâmica | 5% para 0% |
| Grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada | 5% para 0% |
| Outras grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada | 5% para 0% |
| Pias e lavatórios, de aços inoxidáveis | 5% para 0% |
| Outras fechaduras; ferrolhos | 5% para 0% |
| Partes Cadeados, fechaduras e ferrolhos | 5% para 0% |
| Dobradiças de qualquer tipo (incluídos os gonzos e as charneiras) | 5% para 0% |
| Outras guarnições, ferragens e artigos semelhantes para construções | 10% para 5% |
| Válvulas para escoamento | 5% para 0% |
| Outros dispositivos dos tipos utilizados em banheiros ou cozinhas | 5% para 0% |
| Disjuntores | 15% para 10% |
| Chuveiro elétrico | 5% para 0% |
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E o argumento a que eles recorrem nessas horas de angustia, é que essas pesquisas não tem credibilidade. Basta que voce, se assim desejar, lembrar a esse grupinho que nas eleições de 2.002 e 2.006, esses institutos de pesquisa acertaram com uma margem de erro mínima, o resultado desses pleitos com muita antecedencia. Alías, essas pesquisas não são contestadas nem pela oposição mais radical do senado. Pondere aí com voce Claudio se vale a pena perder seu tempo.
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Fica na dele, nem ai
E, eles nadavam no já ganhou
por antecipação
é que pairava o WO.....without opositor,
sim ele tinha 46% qdo não tinha oponente
nem assim tinha 50% +1
Ma, contudo, porém,
Aí SIM FOMOS SURPREENDIDOS (eles o foram)
agora desce
desce
desce
"" o POVO, é INTELEGENTE,
não quer VOLTA de INCOMPETENTE ""
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