México vai pedir empréstimo de até US$ 40 bilhões ao FMI
da France Presse, em Londres
da Folha Online
O presidente do México, Felipe Calderón, anunciou nesta terça-feira, em Londres, que seu país "abrirá uma linha de crédito" com o FMI (Fundo Monetário Internacional) de um valor entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões.
"Vamos ativar uma nova linha de crédito com o FMI de entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões", anunciou Calderón em um seminário em Londres para fomentar os investimentos britânicos no México. Ele disse ainda que o país está disposto a abrir a linha de crédito "a partir da próxima semana".
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Se o México concretizar o pedido, será o primeiro país a se beneficiar de uma nova linha de crédito flexível do FMI, sem condições ou limite de valor. A criação desta linha foi uma das medidas tomadas pelo organismo internacional para simplificar seus empréstimos a países em dificuldades.
Este crédito apoiará o peso mexicano e servirá para afastar os temores sobre a queda das reservas mexicanas, provocada pela ação do governo para sustentar a moeda local. O Banxico (Banco do México, o BC do país) já vendeu US$ 21,1 bilhões de reservas internacionais, desde outubro passado, para apoiar a moeda local.
Desde o início da crise financeira internacional, o peso mexicano já perdeu mais de 50% de seu valor em relação ao dólar.
"As finanças públicas estão em ordem, os fundamentos da economia estão em ordem", destacou o presidente, ao anunciar que o México "está pronto para se beneficiar" da reforma e da ampliação do capital do FMI, que devem ser aprovadas na reunião do G20 (grupo dos países ricos e principais emergentes) nesta quinta-feira, em Londres.
"A economia e o comércio do México vão ficar bem a longo prazo", garantiu Calderón, incentivando os empresários e banqueiros britânicos a investir no México.
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A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
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