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Dinheiro
31/03/2009 - 19h13

Municípios devem perder R$ 2 bilhões com redução do IPI

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da Agência Brasil, em Brasília
da Folha Online

Os municípios devem perder cerca de R$ 2 bilhões em arrecadação com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e a correção da tabela de Imposto de Renda, propostos pelo governo.

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Estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional aponta que o alívio nos dois tributos vai tirar dos cofres públicos cerca de R$ 2,6 bilhões e R$ 4,7 bilhões, respectivamente. Como os municípios têm direito a receber 23,5% da arrecadação dos dois tributos, os prejuízos serão repassados na proporção do lucro.

A contrapartida é que o aumento no imposto sobre o cigarro devolverá algo em torno de R$ 515 milhões aos cofres públicos.

De acordo com o levantamento feito pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), o governo vai deixar de arrecadar R$ 8,9 bilhões das receitas dos dois impostos que formam a base de cálculo do FPE (Fundo de Participação de Municípios).

O estudo também mostra que R$ 4,2 bilhões são perdas efetivas da União, enquanto os outros R$ 4,7 bilhões são perdidos por estados e municípios entre repasses --do FPM, do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Compensação pela Exportação de Produtos Industrializados.

Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a União tem uma receita quase quatro vezes maior que a dos municípios, mas vai arcar com menos do dobro das perdas decorrentes da desoneração. "Isso vai aprofundar a grave crise dos municípios", disse.

Pela proposta do governo, os carros populares até 1.000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) têm taxa zero de IPI (a original é de 7%), os de 1.000 cilindradas a 2.000 cilindradas, à gasolina, têm redução de 13% para 6,5%, e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%.

Já o IPI e a Cofins sobre os cigarros subirão. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o produto ficará entre 20% e 25% mais caro.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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