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Dinheiro
01/04/2009 - 09h30

Setor privado dos EUA corta 742 mil empregos em março, diz pesquisa

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da Folha Online

Atualizado às 11h27.

O setor privado da economia americana perdeu 742 mil empregos em março, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria de recursos humanos ADP Employer Services.

No setor de serviços, a previsão da ADP é de uma perda de 415 mil empregos. Na industria de produção de bens de consumo, a perda foi de 327 mil empregos --marcando o 27º mês consecutivo de contração no número de vagas. No setor manufatureiro, houve corte de 206 mil vagas, pelo 37º mês consecutivo.

No primeiro trimestre, segundo dados da ADP, foram eliminados 2,103 milhões de empregos no setor privado americano, o que representa 1,9% do total de pessoas empregadas no país até o fim do mês passado pela iniciativa privada, 110,735 milhões.

O primeiro trimestre de 2008 --quando os EUA já estavam em recessão, mas os piores efeitos ainda não haviam se manifestado-- havia chegado ao fim com a perda de apenas 199 mil empregos, o que representava apenas 0,17% dos 115.371 trabalhadores empregados no setor privado em março do ano passado.

Na sexta-feira (3) o Departamento do Trabalho vai divulgar os números oficiais do mercado de trabalho referentes a março. A expectativa é de que tenham sido perdidas 660 mil vagas, com uma taxa de desemprego em 8,5%.

Em fevereiro foram perdidos 651 mil empregos nos EUA, e a taxa de desemprego chegou a 8,1%, a maior desde dezembro de 1983. Nos quatro meses até fevereiro foram perdidos cerca de 2,6 milhões de empregos. Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, cerca de 4,4 milhões de postos de trabalho foram fechados no país. O número de desempregados no país aumentou para 12,5 milhões em fevereiro.

As empresas grandes --definidas pela ADP como aquelas com 500 funcionários ou mais-- tiveram perda de 128 mil vagas, enquanto as empresas médias --que empregam entre 50 e 499 funcionários-- perderam 330 mil postos de trabalho.

Já entre as empresas pequenas --com menos de 50 funcionários-- perderam 284 mil postos de trabalho.

"O forte declínio do emprego entre empresas médias e pequenas indica que a recessão continua a se espalhar de modo agressivo, do setor manufatureiro e das atividades ligadas ao mercado imobiliário para todas as outras áreas da economia", diz a consultoria, em um comunicado.

Em março, o setor de construção perdeu 118 mil postos de trabalho, pelo 26º mês consecutivo.

Comentários dos leitores
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
sem opinião
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alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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