Dinheiro
01/04/2009 - 12h45

Produção industrial acumula queda de 16,9% desde setembro

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A produção industrial acumula perda de 16,9% de setembro a fevereiro, período em que os efeitos da crise global se agravaram no Brasil. De setembro a dezembro, a queda acumulada na produção havia chegado a 20,1%, mas a leve recuperação no início deste ano amorteceu os estragos. Em relação a dezembro, a produção industrial acumula ganho de 4%.

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De janeiro para fevereiro, a produção nacional subiu 1,8%, apontou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a fevereiro do ano passado, a produção da indústria caiu 17%. Trata-se do quarto movimento de queda seguido nessa comparação. Desde novembro, a produção industrial caiu, em média, 13,9%. Antes disso, a indústria vinha crescendo há 22 meses consecutivos, na mesma base de comparação.

Antônio Gaudério/Folha Imagem
Produção industrial cresceu 1,8% em fevereiro, mas caiu 17% sobre 2008
Produção industrial cresceu 1,8% em fevereiro, mas caiu 17% sobre 2008

"Houve uma abrupta redução no fim do ano passado, e até o momento, uma discreta recuperação nos dois primeiros meses de 2009", afirmou o coordenador da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Silvio Sales.

A mudança no cenário fez com que a taxa acumulada nos últimos 12 meses revertesse a tendência, registrando queda de 1%. Este índice não apresentava variação negativa desde setembro de 2002.

Em setembro de 2008, a taxa nos últimos 12 meses acumulava alta de 6%, e somente nos dois primeiros meses deste ano, perdeu 4,1 p.p. (pontos percentuais) na comparação com o verificado no fim de 2008.

Ainda nos últimos 12 meses, apenas o setor de bens de capital ainda apresenta índice positivo (8,1%, ante 14,3% em setembro). Entre as demais categorias, os bens de consumo duráveis registram retração de 3,2% -- em setembro, tinham alta de 3,8%. A produção de bens intermediários tem queda de 3,2%, ante alta de 1,5% em setembro. Já os bens de consumo semi e não duráveis variaram 0,1% de forma negativa, depois de chegar a ter elevação de 1,4% em setembro.

Entre os 76 subsetores analisados, 69 apresentam queda no acumulado dos últimos 12 meses, principalmente material eletrônico e equipamentos de comunicações (-10,9%), peças e acessórios para veículos automotores (-10,4%) e automóveis (-0,4%).

 

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