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Dinheiro
01/04/2009 - 13h27

Brasil e França pedem que G20 entre em acordo sobre estratégia comum contra crise

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da Agência Brasil

Um rápido encontro no Palácio do Elysée, em Paris, afinou o discurso dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, da França, na véspera do início da reunião do G20, que ocorrerá em Londres. Ambos foram enfáticos ao afirmar que o encontro de amanhã, entre chefes de Estado, tem a responsabilidade de dar uma resposta efetiva à atual crise econômica.

Entenda os temas que serão discutidos na cúpula do G20

Sarkozy, que nos últimos dias teria ameaçado não assinar a declaração final do encontro caso não haja uma proposta objetiva de mudança no sistema financeiro mundial, disse que vê sintonia entre as expectativas dos dois países para a reunião.

Horacio Villalobos/Efe
Lula concede entrevista ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy
Lula concede entrevista ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy

"Nós queremos que o mundo avance, e se unirmos nossas vozes, se avançarmos juntos, somos mais fortes", disse o presidente francês.

O presidente brasileiro defendeu a reforma das instituições multilaterais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), e criticou a atual desregulação do sistema financeiro mundial.

Em recado aos Estados Unidos, que defendem no G20 maiores investimentos em programas de retomada da economia, Lula convocou os países de maior PIB do mundo a combaterem os "ativos podres" do sistema financeiro, que segundo ele, nunca se refletem em crédito para o sistema produtivo.

Lula ressaltou a importância de os investimentos no sistema financeiro estarem vinculados à produção e à geração de emprego e renda. O líder brasileiro ainda criticou os paraísos fiscais, que segundo ele são "quase imorais" em um mundo que tem um bilhão de pessoas abaixo da linha de pobreza.

Lula descreveu o encontro do G20 como uma reunião de amigos, mas que não será fácil pois "nem todos os amigos pensam igual neste momento". Ele afirmou, no entanto, que está otimista, e acredita que o encontro resultará em uma proposta que traga alento aos que perderam seu emprego em decorrência da crise.

Ainda durante o almoço, Lula e Sarkozy discutiram parcerias estratégicas entre os dois países e marcaram uma visita do presidente francês no Brasil para o dia 7 de setembro deste ano.

Logo depois do encontro, Lula viajou para Londres de trem, o Eurostar, que trafega por baixo do Canal da Mancha. A decisão de ir à Inglaterra de trem foi tomada para que o presidente conhecesse o sistema ferroviário da Europa, que inspira o projeto em discussão pelo governo brasileiro de construção de um trem de alta velocidade para ligar as cidades de Campinas, São Paulo e do Rio de Janeiro.

Arte Folha

Comentários dos leitores
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
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Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Cássio,
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
sem opinião
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