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Dinheiro
02/04/2009 - 09h49

Em SP, pacote habitacional esbarra na escassez de terrenos

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NATÁLIA PAIVA
Colaboração para Folha de S.Paulo

Destino de quase 20% do 1 milhão de casas a serem construídas no programa federal "Minha Casa, Minha Vida", São Paulo apresenta entraves: o preço alto e a escassez de terrenos. No programa, têm prioridade Estados e municípios que derem terrenos e desoneração.

O secretário municipal da Habitação, Elton Santa Fé Zacarias, diz que não há terrenos públicos disponíveis para as casas populares e estima que a iniciativa privada também não os tenha. Assim, o pacote não deve aumentar substancialmente a provisão habitacional na cidade, e a política do município deve continuar na urbanização de áreas precárias, diz.

Para Zacarias, as empresas devem, para fechar a conta do valor do imóvel junto à Caixa, buscar terrenos "no extremo da periferia". "Precisamos ver se interessa ao município colocar mais famílias em Cidade Tiradentes."
Outro problema diz respeito ao financiamento, já que, além do terreno, o município teriam de oferecer contrapartida em dinheiro.

No Estado, o secretário da Habitação, Lair Krähenbühl, diz que há condições de começar, em três meses, a partir de projetos já licitados, a construção de 9.300 casas na região metropolitana. Sobre a doação de áreas para mais moradias, Krähenbühl diz que os terrenos do Estado já estão todos envolvidos em projetos, sinalizando a pouca oferta de área pública para construir mais casas.

Ontem, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) rebateu críticas de que o pacote exclui cidades com menos de 100 mil habitantes: o projeto só prioriza lugares com maior déficit, disse. Segundo Dilma, há R$ 4,5 bilhões para os programas de habitação (R$ 1 bilhão para cidades menores).

 

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