Gigantes hipotecárias dos EUA pagarão US$ 210 mi em bônus até 2010
da Folha Online
As gigantes hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac, atualmente sob administração do governo, devem pagar cerca de US$ 210 milhões em bônus a 7.600 empregados em 18 meses, segundo carta do administrador de ambas, James Lockhart, ao senador republicano Charles Grassley.
Lockhart --que é diretor da FHFA (Agência Federal de Financiamento da Habitação, na sigla em inglês, agência do governo que agora controla a Fannie Mae)-- informa no texto que o valor mais alto a ser pago a um único executivo nesse período será de US$ 1,5 milhão. Segundo a carta, aproximadamente US$ 51 milhões em bônus foram pagos no fim do ano passado, com o restante programado para este ano e o início do próximo.
Ele justifica os bônus na carta a Grassley como "vitais para manter talentos nas duas empresas, as principais fontes de crédito para as hipotecas nos EUA". "Não é realista esperar que empregados experientes e habilidosos continuem indefinidamente em uma empresa se não oferecermos incentivos razoáveis."
A questão dos bônus a executivos tem estado no centro das atenções desde que a seguradora AIG, que sofreu prejuízos bilionários no ano passado --US$ 61,7 bilhões no quarto trimestre e de US$ 99,289 bilhões em 2008 como um todo (ambos recorde)--, pagou US$ 165 milhões em bônus a seus executivos.
Na quarta-feira (1º), a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA aprovou um projeto de lei que impede as empresas que receberam ajuda do governo de conceder bônus a seus executivos. No mês passado, foi proposta a taxação em 90% das bonificações.
O programa de bônus da Freddie Mac envolve 4.057 funcionários, cerca de 80% do quadro da empresa, enquanto o da Fannie envolve 3.545 empregados, ou cerca de 61% do total.
Neste ano, 92 funcionários da Freddie receberão bônus de US$ 100 mil ou mais e um receberá pouco mais de US$ 675 mil, diz a carta. Na Fannie, 121 funcionários receberão de US$ 100 mil ou mais neste ano, e o valor máximo a ser pago é de US$ 705 mil.
Entre os bônus milionários a serem pagos na Freddie no período estão os do diretor-operacional, Michael Williams (US$ 1,3 milhão); do vice-diretor-financeiro, David Hisey (US$ 1,1 milhão); e os de vice-presidentes-executivos Thomas Lund, responsável pela área de hipotecas, e Kenneth Bacon, da área de desenvolvimento imobiliário e de comunidades (US$ 1 milhão cada).
A Freddie Mac teve um prejuízo de US$ 50,1 bilhões no ano passado, dos quais US$ 23,9 bilhões apenas no último trimestre. Já a Fannie Mae perdeu US$ 58,7 bilhões em 2008.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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