Panamá fica "satisfeito" por não entrar na lista negra de paraísos fiscais
da Folha Online
da France Presse, na Cidade do Panamá
O Panamá expressou nesta sexta-feira sua "satisfação" por não ter entrado na lista negra dos paraísos fiscais que foi montada pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).
O país acabou incluído na lista de países ou territórios que, segundo a OCDE, são comprometidos com o padrão fiscal internacional mas não fizeram esforços substanciais neste sentido.
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"Sentimos satisfação porque a expectativa de muita gente era que o Panamá seria incluída na lista negra", disse o chanceler e primeiro vice-presidente do Panamá, Samuel Lewis Navarro, em entrevista coletiva.
Segundo ele, o fato do país não estar na lista negra se deve à "gestão muito árdua da diplomacia panamenha, encabeçada pelo próprio presidente [do Panamá, Martín] Torrijos." Navarro disse ainda que o país deverá tomar "algumas decisões" para ser totalmente retirada do grupo de países e territórios totalmente alinhados com o padrão fiscal internacional.
Lista negra
A pedido da Cúpula do G20 (grupo de países ricos e principais emergentes), a OCDE divulgou ontem sua lista negra de paraísos fiscais --aqueles que não cumprem com os padrões internacionais de compartilhamento de informações bancárias e fiscais.
A lista negra original contava com quatro países: Costa Rica, Malásia, Filipinas e Uruguai. Porém, a OCDE retirou hoje o Uruguai desse rol depois que o país se comprometeu a adotar formalmente os padrões de transparência e troca de informações fiscais estabelecidos pela entidade.
Com isso, a chamada "lista cinza" --aquela onde o Panamá se encontra-- conta agora com 39 países e territórios. Nela estão também alguns dos mais tradicionais paraísos fiscais do planeta, como Suíça, Mônaco, Bahamas e Ilhas Cayman. Além deles, figuram países como Áustria, Panamá, Chile e Cingapura.
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