Dinheiro
05/04/2009 - 04h26

Brasil gasta mais com "spread" do que com saúde e educação

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da Folha Online

Em 2008, o Brasil pagou R$ 134,5 bilhões em "spread" bancário (diferença entre a taxa paga pelo banco e a que é aplicada em empréstimos e consumidores) --valor que corresponde a quase quatro vezes o orçamento do Ministério da Educação ou duas vezes e meia o do Ministério da Saúde no ano passado, informa Denyse Godoy em reportagem publicada na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

As pessoas físicas contribuíram com R$ 85,4 bilhões desse total, e as empresas, com R$ 49,1 bilhões, de acordo com um estudo realizado pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

O "spread" no país, que é o mais alto do mundo, subiu com o agravamento da crise e com a apreensão em relação a um possível calote aos bancos, e resiste a cair, mesmo com os cortes da taxa básica de juros realizados pelo Banco Central.

Especialistas alertam para a dificuldade em diminuir o "spread", mesmo com a redução de alguns tipos de impostos feita pelo governo federal. Segundo os analistas, o que pode melhorar a prevenção à inadimplência é a instalação do cadastro positivo, que faz uma relação dos bons pagadores.

Leia a notícia completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

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