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Dinheiro
07/04/2009 - 11h23

Nível de emprego na indústria sofre maior queda desde 2003, diz CNI

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 12h32.

O emprego na indústria brasileira fechou o mês de fevereiro com os piores resultados dos últimos seis anos. De acordo a pesquisa mensal do setor realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o emprego na indústria caiu 1,5% em relação a fevereiro do ano passado e 0,9% em relação a janeiro deste ano. Estes são os piores percentuais da série histórica da CNI, iniciada em 2003.

Já o faturamento da indústria caiu 10% em relação ao mesmo período do ano passado, mas apresentou recuperação de 0,7% na comparação com janeiro. As horas trabalhadas caíram 8,4% em relação a 2008, mas subiram 0,2% sobre o primeiro mês do ano. A massa de salários subiu 0,4% na comparação anual.

"Os indicadores industriais da CNI referentes ao mês de fevereiro não apontam sinais consistentes de recuperação da atividade industrial", diz a CNI. De acordo com a entidade, a pequena recuperação em relação a janeiro se deve à fraca base de comparação.

No primeiro bimestre, todos os resultados foram os piores da série: o faturamento recuou 10,9%; as horas trabalhadas, 7,8%; e o emprego, 0,9%. O índice de uso da capacidade instalada ficou estável em relação a janeiro (77,8%).

A massa salarial (soma de todos os salários) cresceu 1%, menor percentual da série. "Os impactos da redução da atividade industrial no início deste ano se manifestam fortemente no mercado de trabalho. Temos, até fevereiro, quatro meses seguidos de queda no indicador mensal. E esse enfraquecimento no mercado de trabalho começa a se refletir no rendimento", disse o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco.

Setores

Os setores mais afetados no começo deste ano pela queda no emprego foram madeira (-17,4%) e material eletrônico e equipamentos de comunicação (-10,8%). No outro lado, houve crescimento na indústria de alimentos e bebidas (3,8%) e minerais não-metálicos (4,5%).

Em relação ao faturamento, os piores resultados foram em metalurgia básica (-42,6%) e madeira (-23,7%).

Apenas quatro setores tiveram crescimento. O maior (+56%) foi no setor de outros equipamentos de transportes --que inclui navios, aviões e helicópteros, entre outros. Segundo a CNI, esses produtos são encomendas de longo prazo, por isso não refletem ainda o efeito da crise.

O setor automotivo registrou queda de 10,3% no faturamento, 19,3% nas horas trabalhadas e 4,2% no emprego no bimestre. Na comparação com janeiro, o setor teve recuperação, devido ao aumento das vendas por causa da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Desastre

O economista da CNI diz que não prevê ainda sinais de recuperação na indústria no primeiro semestre de 2009. A entidade espera, no entanto, que possa haver crescimento na segunda metade do ano.

"Não vou dizer que o ano está perdido, pois pode haver uma recuperação no segundo semestre. A situação não está em processo de agravamento, mas está em um nível deprimido, que se mantido até o fim do ano seria um desastre", afirmou Castelo Branco.

De acordo com a CNI, a indústria precisa crescer 9,3% nos próximos dez meses para fechar o ano no "zero a zero". O emprego teria de avançar 1,8%.

"Você tem de ter uma recuperação forte para minimizar a queda no início de 2009. O nível de produção está muito baixo."

Comentários dos leitores
Cassio XF (51) 02/02/2010 17h12
Cassio XF (51) 02/02/2010 17h12
O Pib estah aumentando, mas isso nao tem nada a ver c/ a producao, mas sim os gastos do Governo. Erroneamente o calculo do PIB incluiu de forma positiva os gastos do governo, ou seja quanto mais gasta o governo , principlamente em aumentar sua maquina, maior o PIB. Eh o q acontece no momento. A Maquina cada vez maior, torna o governo ainda mais parasita e a merce de contratos milionarios c/ lobbies para se manter forte e controlador.
O inflacao , sobe...e nao sobe ainda mais devido aos juros altissimos que cobram para cointrola-la artificilamente. Ou seja , vc nao paga de um jeito , mas paga de outro. A inflacao sobe devido aos gastos imensos do gov. q imprime dinheiro do nada para pagar suas contas e jorra o mercado c/ novas moedas, desvalorizando-a frente ao mercado interno. Nao sao os precos q aumenta, eh O Real que desvaloriza, a sua moeda.
Acordem. temos que diminuir o tamanho desse governo e incentivar a producao e manter mais capital na mao do povo e nao do governo.
sem opinião
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Henrique Silva (230) 02/02/2010 00h33
Henrique Silva (230) 02/02/2010 00h33
Aqui está cheio de economista (de boteco)! sem opinião
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Alberto Kiess (3) 01/02/2010 19h45
Alberto Kiess (3) 01/02/2010 19h45
O Governo Federal deveria incentivar mais o setor automobilístico reduzindo novamente o IPI que incide sobre os mesmos. O setor só não foi à bancarrota em 2009 devido aos incentivos. E o IPI, que já considero abusivo, deveria ter baixado para nunca mais subir. Cadê o compromisso dos candidatos em fazer a reforma tributária, ampla e austera afim de reduzir os impostos estratosféricos que pagamos e nada temos de retorno.
Veja nossa saúde, nossa segurança, nossa educação, nossa cultura, não temos nada se não for privado.
sem opinião
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