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Dinheiro
08/04/2009 - 15h43

Em reunião com Lula, sindicalistas descartam alterar folha de pagamento

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 16h16.

Sindicalistas que se reuniram nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartaram debater a redução de encargos trabalhistas, entre eles o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), em troca de garantia de emprego. Segundo os líderes sindicais, o governo "enterrou a proposta".

A proposta foi feita pelo Ministério da Fazenda e, segundo reportagem publicada na Folha de hoje, incluía também a redução da jornada de trabalho sem corte de salário.

"As centrais sindicais rechaçaram completamente essa proposta do Ministério da Fazenda de mexer com os direitos dos trabalhadores em troca de garantia de emprego. Essa questão ficou enterrada definitivamente, não haverá mais discussão porque as centrais sindicais não aceitam discutir e o presidente disse que não fará nada que as centrais sindicais não concordam", afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

Ainda segundo ele, Lula decidiu reunir trabalhadores e empresários de cada setor em dificuldades para discutir que medidas podem ser tomadas pontualmente.

"Não tem uma crise generalizada, é uma crise setorial. Precisamos de crédito e baixar o custo do dinheiro, baixar juros", completou.

Demissão coletiva

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Arthur Henrique, pediu ainda ao presidente Lula que sejam adotadas medidas para diminuir a rotatividade da mão de obra no Brasil e que seja criada uma legislação para regulamentar a questão da demissão coletiva. Segundo Henrique, Lula pediu ao ministro Carlos Luppi (Trabalho) para estudar a questão.

Segundo os sindicalistas, Lula abriu a reunião propondo fazer na próxima semana um encontro entre os trabalhadores e o ministro Guido Mantega para discutir a edição de medida provisória desonerando a folha de pagamentos. Como os sindicalistas se negaram a discutir o assunto, o presidente cancelou o encontro, dizendo que só colocaria a medida em discussão se houvesse a concordância das centrais sindicais.

"Fazer uma medida dessa, proposta pelo Guido Mantega, que nós consideramos o fantasma da Semana Santa, significaria que o governo está admitindo que tem uma crise generalizada. É uma coisa de maluco", completou Silva.

Na semana que vem, o presidente Lula deverá chamar representantes dos trabalhadores e de empresários da indústria alimentícia para discutir medidas para auxiliar o setor.

 

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