Emprego na indústria cai 1,3% em fevereiro; retração em relação a 2008 é recorde
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O nível de emprego na indústria brasileira caiu pelo quinto mês consecutivo, com retraçao de 1,3% na comparação com janeiro, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Em relação a igual período do ano passado, houve queda de 4,2%, a maior de toda a série histórica iniciada em 2001.
No acumulado do últimos 12 meses, a alta é de 1%, mas o índice segue em queda desde setembro de 2008. No acumulado de janeiro e fevereiro, houve queda de 3,4%.
O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria recuperou-se, após quatro meses em queda. O IBGE aponta crescimento de 1,9% em relação a fevereiro. Durante os quatro meses em queda, a folha de pagamento caiu 4,9%.
Em relação a fevereiro de 2008, o valor real da folha de pagamento cresceu 1,9%. No acumulado do primeiro bimestre, a elevação ficou em 1,2%. No acumulado nos últimos doze meses, o crescimento é de 5,3%.
O IBGE indicou que, na comparação com fevereiro de 2008, houve diminuição dos postos de trabalho em 13 dos 18 setores pesquisados. Entre as 14 regiões avaliadas, houve queda em 13 locais, com destaque para Minas Gerais (-5,5%), região Norte e Centro-Oeste (-6,7%) e São Paulo (-3,6%).
Entre os setores, as quedas mais significativas foram observadas no vestuário (-8,9%), calçados e artigos de couro (-9,6%) e madeira (-14,8%).
Por outro lado, exerceram pressão positiva os minerais não-metálicos (1,5%), refino de petróleo e produção de álcool (4,6%) e papel e gráfica (0,7%).
O número de horas pagas na indústria caiu 0,4% em relação ao mês anterior. Foi a quinta queda consecutiva, com perda acumulada de 5,7% desde outubro.
Em relação a fevereiro de 2008, o número de horas pagas recuou de 5,7%, maior queda desde 2001.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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