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Dinheiro
15/04/2009 - 13h31

Mantega avalia nova redução de IPI e prepara ajuda a pequena empresa

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que o governo federal estuda novas medidas para o combate à crise econômica, o que inclui mais desonerações tributárias e a criação de um fundo para garantir empréstimos a pequenas e médias empresas.

"Temos feito desonerações e continuaremos a fazê-las, principalmente aquelas que tenham eficácia mais rápida. A equipe econômica está avaliando medidas", afirmou o ministro durante audiência pública na Câmara sobre a crise econômica.

O ministro não detalhou quais os setores que seriam beneficiados, mas disse que serão aqueles ligados ao consumo. "A desoneração do IPI a gente não anuncia antes, anuncia depois, para não prejudicar o setor", explicou.

Segundo reportagem da Folha de hoje, o governo já teria decidido zerar a alíquota de IPI (Imposto de Produtos Industrializados), durante três meses, de quatro dos principais itens da chamada linha branca de eletrodomésticos: geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos.

Questionado pelos deputados sobre a redução de custos não-tributários, o ministro afirmou que os preços dos fertilizantes e do diesel --este controlado pela Petrobras-- devem cair, acompanhando o preço internacional do petróleo.

Pequena empresa

Mantega falou também sobre a criação de um fundo que garanta os empréstimos dos bancos para médias e pequenas empresas. Segundo o ministro, com a escassez de crédito provocada pela crise economia, esse segmento foi o mais "sacrificado".

De acordo com dados do ministério, as grandes empresas estão hoje com 80% a 90% do crédito normalizado. Já as pequenas e médias estão com menos de 50% do volume que havia antes de setembro.

Segundo Mantega, os bancos estão com receio de emprestar para essas empresas e exigem mais garantias. "Estamos preparando um fundo garantidor para pequena e média empresa, que dará um novo impulso ao crédito."

Inadimplência

Durante sua apresentação, o ministro afirmou também que já tem informações de que a inadimplência está caindo, após um período de alta verificado desde o ano passado.

Segundo dados do Banco Central, a inadimplência das pessoas físicas subiu em fevereiro pelo quinto mês consecutivo e passou para 8,3%. É a taxa mais alta desde junho de 2002 (8,34%). Outro levantamento, da empresa de verificação de crédito Serasa Experian, mostra que as taxas de inadimplência aumentaram 16,6% em março na comparação com o mesmo mês de 2008.

"Tenho notícia de que, a partir de abril, está se estabilizando a inadimplência. A inadimplência que estamos vendo hoje, e ela aumentou muito, é do passado. Daqui pra frente, a notícia que tenho é que se estabilizou."

Superávit primário

O ministro também foi questionado sobre a redução do superávit primário, economia do governo para pagar os juros da dívida, para aumentar os investimentos do governo e das estatais, que será anunciada no final da tarde pelo governo.

"Até agora não foi necessário reduzir a expectativa de superávit primário. Eu, como ministro da Fazenda, tenho de me empenhar para que tenhamos um bom resultado fiscal. Por enquanto, não temos a intenção de mexer no superávit primário, mas isso não é nenhum tabu", afirmou.

Comentários dos leitores
wilson flores (14) 19/12/2009 06h52
wilson flores (14) 19/12/2009 06h52
Meu caro Wellingtom silva vc. deve ser parente do Lula ou fanático petista , que não esquece o FHC,que tinha uma visão do mundo conhecimento internacional e diplomático, inteligencia para arumar um equipe capaz de bolar um plano econômico, capaz de debelar uma inflação de 2500% ao ano que o sr. Lula e o PT fez campanha comtra o plano real dizendo que era eleitoreiro , que estabilizou a economia por oito anos mesmo emfentandos varias crise mundial e não um marolinha ,e o povo tem memoria curta esqueceu tudo isso, e ai elegeu o sr.Lula que encontrou maré mansa, navegando em aguas tranquilas, e depois de sete anos ai sim o projeto eleitoreiro do minha minha vida que inflacionou o mercado nas grandes cidade e fazendo casinha de bonecas nas periferias das cidade você vem me dizer que tudo mudou a partir do sr.Lula , nem JESUS que é o máximo foi prepotente coma o LULA,menos humildade faz bem a qualquer um, se aumentou o crédito, os prazos de financiamento ,baixou o juros ,é porque encontrou o país estabilizado politica de reduzir imposto é fácil, é temporária, enquanto isso o Hospitais estão abondonados o saneamento básico êle veio investir apartir de agora porque vai ter eleição e êle precisa fazer bravatas.
Feliz Natal a todos os leitores da folha
wilson flores
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jose santos (1) 19/12/2009 05h22
jose santos (1) 19/12/2009 05h22
É o Brasil mostrando que está crescendo como nação . Dando oportunidades para todos terem condições dignas de moradias sem esquecer de valorizar o emprego formal para o nosso povo. Parabéns Brasil!!!! sem opinião
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Wellington Silva (70) 18/12/2009 11h26
Wellington Silva (70) 18/12/2009 11h26
Record nem empregos formais , estabilidade aconômica, crescimento, caças, Copenhag, Brics, Esse Brasil nem parece aquele governado pelo FHC.
Grande Lula, grande presidente.
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