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Dinheiro
15/04/2009 - 17h35

Governo prevê salário mínimo de R$ 506,44 para janeiro de 2010

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 17h59.

O salário mínimo deve subir dos atuais R$ 465 para R$ 506,44 no próximo ano. Este é o valor previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2010, apresentado hoje pelo governo federal. No próximo ano, o reajuste será antecipado de 1º de fevereiro para 1º de janeiro.

O reajuste do mínimo considera a inflação de 2009 e o crescimento da economia registrado em 2008. Os dois dados ainda vão sofrer alterações e revisões até o fim do ano, o que deve alterar o valor final.

Na lei orçamentária apresentada hoje, o governo manteve a previsão de crescimento de 2% da economia para este ano. Para 2010, a previsão é de um avanço de 4,5%. Para 2011 e 2012, o resultado será maior, 5%.

A previsão de inflação para todos esses anos é de 4,5%, tanto nos preços ao consumidor como nos índices gerais (IGPs, utilizados na correção de aluguéis, contratos e tarifas).

Para a cotação média do dólar, as previsões são de R$ 2,31 (2009), R$ 2,29 (2010), R$ 2,25 (2011) e R$ 2,26 (2012). Para a taxa média de juros, foi utilizada uma previsão em torno de 10% para os quatro anos.

Superávit sem Petrobras

O governo confirmou que a Petrobras deixará de contribuir para o cumprimento das metas fiscais a partir deste ano. Isso abre espaço para que a estatal possa aumentar seus investimentos em R$ 15,5 bilhões somente em 2009 e contribuir para reduzir os efeitos da crise econômica no país.

O superávit primário é a diferença entre receitas e despesas, sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública. Descontando esses juros, chega-se ao chamado resultado nominal.

Com a saída da Petrobras dessa conta, o governo vai reduzir a economia feita para pagar os juros da dívida pública (superávit primário). A meta de superávit primário vai cair dos atuais 3,8% para 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

O governo prevê que a parcela da Petrobras para investimentos suba para R$ 16,9 bilhões em 2010, R$ 18,5 bilhões em 2011 e R$ 20,3 bilhões em 2012.

Para que essa mudança já seja possível em 2009, o governo vai enviar ao Congresso uma proposta para alterar o Orçamento deste ano. Devido à necessidade de investir mais nesse momento de crise, o governo também vai propor ao Legislativo uma redução adicional no superávit primário. Com isso, a meta para este ano cai de 3,8% para 2,5% do PIB.

A meta da União cairá de 2,15% para 1,40% do PIB. A das estatais, sem a Petrobras, passa de 0,70% para 0,20%. Para Estados e municípios, cai de 0,95% para 0,90%. Em 2010, os percentuais voltam ao nível atual, com exceção das estatais.

Outra mudança anunciada hoje também vai permitir que o governo use o "excesso" de superávit em 2009, caso haja, para fazer um superávit primário menor em 2010.

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (146) 07/12/2009 22h04
Domingos Aparecido (146) 07/12/2009 22h04
DEPUTADO DESANIMADO.
No último final de semana tive a oportunidade, durante a festa em um casamento, de conversar com um famoso Deputado Federal/PSDB/Pr, perguntei a ele: E a reforma tributária? Sai ou não sai? ele foi firme em suas palavras, sai não, só se houver uma mobilização nacional. Os interesses são muito grande, só em "renúncia fiscal e Zona Franca de Manaus" são mais de 200 bilhões de Reais. Pelo andar da carruagem vai demorar muito para melhorar o padrão de vida dos mais de 20 milhôes de "miseráveis" que moram em "cortiços" (segundo o Jornal da Record) e melhorar o atendimento em hospitais públicos.
Veja que frase bonita: "O maior fracasso do homem é rejeitar o amor de JESUS CRISTO".
Maranata.
sem opinião
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ernani sefton campos (164) 07/12/2009 20h12
ernani sefton campos (164) 07/12/2009 20h12
Seria interessante a Receita divulgar os valores recolhidos em Novembro/09;devem ter estourado a boca do balão = isenções perdões de divida, parcelamento, etc...
Estou curioso para saber.
4 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (82) 05/12/2009 10h10
Olmir Antonio de Oliveira (82) 05/12/2009 10h10
A respeito de agências de classificação de riscos, a coisa esta como sempre foi, quando for para melhor é sempre, invariavelmente assim demorado, mas se for para pior é sempre no mesmo dia ou quanto muito no dia seguinte, moral estamos sempre refém, escravos, subordinados aos "grandes" aos donos so "sistema", eternos colonizados. O País tem potenciais claros, campos amplos para se desenvolver, inovar, criar conceitos, dar oportunidades ao trabalhador e aos empeendedores. Exemplifico, temos uma industria alcool quimica engatinhando (o mesmo poderia se fazer com a produção de oleos de palmeiras, da soja, do milho, de outros agricolas.....), para industrias quimicas de primeira geração ou segunda geração, o leque de produtos possiveis é amplos, plásticos, tecidos, quimicos diversos..... 4 opiniões
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