Credores pedem 40% da nova Chrysler-Fiat, mas governo recusa
da Efe, em Washington
O governo americano rejeitou nesta quarta-feira o pedido dos credores da Chrysler, que requeriam 40% da companhia que surgirá da união com a Fiat, informou hoje o jornal "Detroit News".
Além disso, os credores queriam que a empresa italiana fornecesse US$ 1 bilhão em troca de saldar US$ 6,9 bilhões de dívidas.
Outro jornal de Detroit, o "Free Press" publicou que os detentores de bônus da Chrysler também queriam um posto no conselho de direção.
Os detalhes da oferta estão contidos em um documento que o grupo de credores (entre eles as instituições financeiras J.P.Morgan Chase, Morgan Stanley, Goldman Sachs e Citicorp) enviou ao Grupo Presidencial do Automóvel (GPA), criado pela Casa Branca para supervisionar a reestruturação do setor.
Segundo o "Free Press", a Casa Branca criticou a proposta dos credores porque ela lhes proporcionaria "uma rentabilidade injustificada", enquanto os trabalhadores da montadora e outras partes precisam fazer grandes sacrifícios.
O "Detroit News" disse também que integrantes do GPA vêm mantendo reuniões nesta semana com os principais diretores de Chrysler, Fiat, Daimler (que possui 19,9% do conjunto de acionistas da Chrysler) e o sindicato United Auto Workers (UAW).
Entre esses diretores está o executivo-chefe de Fiat, Sergio Marchionne, que se encontra em Detroit desde segunda-feira.
O jornal também disse que a Daimler está finalizando os detalhes para vender sua participação na Chrysler.
A Chrysler tem até 1º de maio para cumprir um plano de reestruturação de suas responsabilidades financeiras e operações que inclua uma aliança com a Fiat. Se não conseguir fazê-lo antes dessa data, terá que pedir concordata.
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