Fiat pode tentar acordo com GM caso parceira com Chrysler falhe, diz agência
da Reuters
com Folha Online
A montadora italiana Fiat pode passar a negociar uma parceria com a General Motors caso as negociações com a Chrysler falhem. É o que mostra reportagem da Reuters, que menciona um funcionário da Fiat envolvido nas negociações com a fabricante americana.
O funcionário da Fiat próximo às negociações, que falou à Reuters sob anonimato, revelou que a fabricante está decidida a fechar alianças "na Europa, na América do Norte e em outros lugares", se a parceria não for pra frente. Para analistas consultados pela agência de notícias, a relutância dos credores e acionistas da Chrysler também têm surgido como empecilho dos acordos com a italiana.
"Uma parceria [com a GM] poderia dar certo", afirmou o analista Eric-Alain Michelis, da SG Securities. "A Fiat tem muito mais a ganhar em um acordo com a GM do que com a Chrysler, porque ela está no mesmo segmento de carros pequenos e médios que a americana, e ambas podem passar a buscar grandes economias em escala com isso."
A maior montadora dos EUA tem grande presença nos mercados em que a Fiat atua, entre eles o brasileiro, e ambas compartilham peças de seus modelos, entre eles parte do Corsa e do Grande Punto.
Por sua vez, a Chrysler não oferece nenhuma economia, já que seus negócios têm pouco em comum e ambas dividem quase nada em modelos e plataformas.
O executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, tem até 30 de abril para conseguir o apoio dos credores da Chrysler que estão relutantes em aprovar o acordo com a marca italiana. Caso nada seja aceito, o governo americano ameaça deixar a Chrysler sob concordata.
Sem dinheiro
Nesta quarta-feira, o governo americano rejeitou o pedido dos credores da Chrysler, que requeriam 40% da companhia que surgirá da união com a Fiat. Segundo o jornal "Detroit News", o grupo queria que a empresa italiana ainda fornecesse US$ 1 bilhão em troca de saldar US$ 6,9 bilhões de dívidas.
Para analistas, a Fiat não deve fechar nenhum acordo em que seja investido dinheiro. "Apesar dos empréstimos do governo americano, as fabricantes devem buscar outras formas de negociar para dividir os débitos e diminuir a gastança", afirmou Philippe Houchois, analista do UBS Warburg. "Eles podem fechar contratos de papel. A razão é que ninguém tem dinheiro para gastar."
À Chrysler, por exemplo, a Fiat oferece tecnologia e acesso a mercados estrangeiros em troca de sua entrada nos EUA e participação minoritária no grupo.
Fato é que, se comparadas, as vantagens de uma parceria com a GM seria muito maior, segundo a reportagem.
O analista Max Warburton, da corretora Bernstein, afirma que a americana poderia elevar a Fiat da 6ª para a 2ª colocação em participação de mercado na Europa, além de cortar gastos estimados em 1,5 bilhão de euros (cerca de US$ 1,95 bilhão). Com a Chrysler, a economia chegaria a 225 milhões de euros (US$ 293 milhões).
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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