Dinheiro
22/04/2009 - 19h24

Financiamento dos EUA por emergentes favoreceu crise, diz Bird

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da France Presse, em Washington

O fato de a economia dos Estados Unidos ter sido exageradamente financiada por outros países, em desenvolvimento, durante o período de forte crescimento é uma das causas da crise atual, avaliou o Banco Mundial (Bird) em um relatório divulgado nesta quarta-feira.

Esta conclusão, compartilhada por numerosos economistas, mas que é considerada polêmica nos Estados Unidos, foi formulada por especialistas da instituição multilateral em seus "Indicadores mundiais de desenvolvimento", um relatório anual onde são compilados dezenas de dados econômicos, demográficos e sobre o meio ambiente.

"Os países em desenvolvimento financiaram de forma surpreendente o consumo dos países que possuem as receitas mais altas", destacou o Banco Mundial em comunicado.

Segundo os técnicos, "um crescimento econômico recorde das economias emergentes, a partir das exportações, alterou o equilíbrio do poder econômico mundial, como demonstra sua participação crescente na produção, no comércio e nas reservas mundiais".

"As taxas de poupança elevadas superaram sua capacidade de investir em sua própria economia", levando a um "amplo acúmulo de reservas cambiais", especialmente na China.

"Assim, as economias mais pobres financiaram os déficits em conta corrente dos países com receitas mais elevadas", fazendo subir exageradamente o preço dos ativos e provocando "uma expansão insuportável do crédito imobiliário nos Estados Unidos", segundo o Bird.

"Desta maneira, inflaram-se as bolhas no setor imobiliário em todo o mundo e também nas bolsas; esses são os desequilíbrios mundiais que alimentaram a liquidez no sistema, fizeram cair as taxas de juros e promoveram as especulações sobre os preços dos ativos", destacou.

Os principais países que financiam o consumo são, por ordem, China, que acumula 26% dos excedentes mundiais, Alemanha, Japão, Arábia Saudita e Rússia.

Os países que tomaram mais dinheiro emprestado são Estados Unidos (que concentram 57% dos déficits), seguido a muita distância por Austrália, Espanha, Reino Unido e Itália.

Comentários dos leitores
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
E OS IMÓVEIS NO BRASIL QUE SUBIRAM NO MINIMO 30 A 40% NOS ULTIMOS 12 MESES VÀO DAR SEU TOMBO QDO? sem opinião
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celso assis (73) 29/11/2009 20h02
celso assis (73) 29/11/2009 20h02
Enqto o presidente do Bco. Central Sr. Meirelles, avisa que vai tudo bem, mas poderá haver problemas à frente, portanto evitem exuberância irracional, os gananciosos chefões do Bradesco e Itau, bancos especialistas em esfoliar seus clientes e o povão, dizem que só há maravilhas a frente. QUE DIFERENÇA NÃO. sem opinião
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O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
"Crise em Dubai pode ameaçar países emergentes..."
A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
sem opinião
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