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Dinheiro
23/04/2009 - 20h48

Mantega defende bancos brasileiros contra críticas do FMI

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da Efe, em Washington

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quinta-feira a solidez dos bancos brasileiros e disse que pedirá explicações ao diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, por um comentário em que apontou a vulnerabilidade das entidades latino-americanas.

"Os bancos brasileiros estão absolutamente sólidos porque no Brasil a regulação é muito rigorosa", afirmou Mantega à imprensa na sede do FMI antes de um encontro com Strauss-Kahn.

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Em entrevista publicada hoje por jornais latino-americanos, o ex-ministro francês afirmou que "se a desaceleração da economia continuar por muito tempo, até os bancos da América Latina carregarão ativos tóxicos".

A declaração foi mal recebida no governo e Mantega alertou que esses comentários afetam o mercado.

"Se não se esclarecer isso rapidamente, poderíamos imaginar que ele tem informações que outros não têm. No entanto, ele não tem mais informação que eu, que conheço profundamente os bancos brasileiros", declarou Mantega.

"Acho que ele cometeu um deslize de linguagem", completou o ministro, que está em Washington para participar da reunião do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) na sexta-feira e da assembleia semestral do FMI e do Banco Mundial, que acontece neste fim de semana.

O ministro destacou que os bancos brasileiros mantêm em reservas muito mais do que o mínimo de 8% estipulado nas normas internacionais. Fora isso, previu que os bancos registrarão lucros neste ano, apesar da crise.

Perspectivas de crescimento

Mantega também mostrou seu desacordo com o Fundo em relação às perspectivas de crescimento para o Brasil. O Fundo estima que a economia brasileira terá contração de 1,3% neste ano e se expandirá 2,2% em 2010.

Por outro lado, Mantega afirmou que o Brasil crescerá neste ano, ainda que pouco. "Estaremos mais próximos da Índia e da China, que são os países que terão crescimento positivo, que dos Estados Unidos ou da Alemanha", frisou.

O ministro afirmou também que o Brasil poderá realizar uma contribuição adicional de dinheiro ao FMI, acima dos US$ 4,5 bilhões já anunciados.

No entanto, Mantega afirmou que só fará isso caso o organismo crie um mecanismo para a emissão de bônus que os países-membros possam adquirir, no que a China também está interessada.

A gerência da entidade preparou a minuta de uma proposta para a assembleia, mas Mantega disse que não será aprovada porque como estão desenhados os bônus são a muito longo prazo.

Comentários dos leitores
Aldevino De Zan (29) 16/12/2009 10h41
Aldevino De Zan (29) 16/12/2009 10h41
A china comprará o minério da Vale mais barato, e venderá seus carros, aqui no Brasil, também mais barato.Já tá na hora da China invadir o mercado de automóveis no Brasil, pois vários outros setores estão sofrendo a pressão chinesa, com muitas demissões, pequenas fábricas quebrando.Seria bom um ataque chines a indústria automobilistica, pra acordar o Lula e o PT. sem opinião
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JOSE MOTTA (75) 15/12/2009 19h55
JOSE MOTTA (75) 15/12/2009 19h55
POLITICOS VAIDOSOS E INGENUOS? NÃO, SABEM MUTO BEM O QUE ESTÃO FAZENDO, INCLUSIVE O PRESIDENTE. MANTER O POVO SEM CULTURA E EDUCAÇÃO FAZ PARTE DO ESQUEMA. POVO CULTO E EDUCADO JAMAIS VOTARIAM NAS PESSOAS QUE GOVERNAM ESSE PAIS E E ESQUEMA DESABARIA. sem opinião
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André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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