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Dinheiro
24/04/2009 - 09h04

Taxa de desemprego sobe para 9% em março, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizado às 11h48.

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil avançou para 9% em março em relação a fevereiro, quando o índice havia ficado em 8,5%, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa, que registra a terceira elevação consecutiva, é a maior desde setembro de 2007, quando ficou no mesmo patamar. O índice de desemprego recorde é de abril de 2004, quando ficou em 13,1%.

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Em relação a março do ano passado (8,6%), o índice aumentou 0,4 p.p. (ponto percentual). A pesquisa do IBGE abrange São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.

O contingente de desocupados nas regiões totalizou 2,1 milhões de pessoas. Isso indica alta de 7,3% em relação a fevereiro (141 mil a mais) e aumento de 6,7% na comparação com março de 2008 (130 mil a mais).

A população ocupada, por sua vez, ficou em 21 milhões em março, 9.000 a mais que em fevereiro --segundo o IBGE, este aumento, em termos percentuais, indica estabilidade-- e 184 mil a mais que em março do ano passado.

Já o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (9,3 milhões) manteve-se estatisticamente estável (menos 48 mil pessoas) no mês, sendo que cresceu 2,5% (mais 229 mil pessoas) no ano.

Renda

O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados ficou estável, em R$ 1.321,40, frente a fevereiro. Na comparação com igual período em 2008, foi constatada alta de 5%.

Empregados com carteira assinada no setor privado (R$ 1.261,80) viram queda de 1,2% no rendimento no mês e alta de 4,7% na comparação anual. Já empregados sem carteira assinada no setor privado (R$ 867,10) anotaram alta de 1,1%, no mês, e de 8% no ano.

Comentários dos leitores
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
Caro, André Souza, se você tivesse estudado mais ou se a sua profesora tivesse te ensinado mais, teria aprendido que não foram só alguns ou poucos os casos de resistência dos negros à escravidão. A escravidão não foi assim tão passivamente aceita por eles, houve resistência e muita. Realmente as cotas não resolvem o problema, principalmente problemas como esse que você tem, que é o preconceito internalizado de si próprio.Que bom que seja negro, que tenha estudado em escola pública e vencido, mas precisa continuar estudando e aprender que a migração, por mais sofrida que foi, de japoneses,italianos,alemães, etc não foi igual ao processo de escravidão. sem opinião
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jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
Mais eficiente do que um sistema de cotas (que diga-se de passagem, foi copiado do modelo americano, que não só fracassou, como também levou ao aumento do preconceito e da intolerância contra os afrodescentendes naquele país), seria a reforça do sistema de ensino no Brasil, com valorização dos professores, como aumento de salário e condições dignas de trabalho; aumento da carga horária no que se refere as aulas; investimento na melhoria das escolas, com ampliação de laboratórios, salas de informática, enfim, aumento do investimento na educação. Porém, como educação não é prioridade para o governo, ou para as elites, seja pelo temor do aumento do conhecimento, o que levaria a contestação maior, além do aumento do nível de consciência da população sobre o que está errado e por que está errado. Educação é a chave para uma revolução sócioeconômica e cultural de uma nação. Enquanto o país relegar a educação a segundo plano, o Brasil continuará a ser o país que é. Atrasado tecnológicamente, atrasado na pesquisa médica, com poucos projetos de vanguarda, com dificuldades de capacitar sua mão de obra, já que os cursos, além de não gratuitos, serem caros, o que dificulta o acesso da maioria da população a melhores postos de trabalho. Países que por conta de reformas educacionais, sairam da pobreza e hoje possuem outro status: Irlanda, Espanha, Portugal, Coréia do Sul, Taiwan, Singapura. A lista é longa. Por que o Brasil não faz parte dela? Falta vontade política. 2 opiniões
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J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
Em relação ao texto de Carolina Souza, é preciso fazer uma ponderação. Concordo que o sistema de cotas não é a melhor forma de se gerar inclusão/igualdade, mas daí a achar que as condições em que chegaram os imigrantes são comparáveis a forma como chegaram os escravos ao Brasil é muito ingênuo. Eles não vieram à força ou acorrentados ao país.Os imigrantes precisaram lutar sim pelo seu espaço, mas os negros tiveram e têm obstáculos a mais para enfrentarem, quer sejam internos e externos. O processo de inclusão/igualdade se dará, entre outras coisas, com o incentivo a criação de escolas públicas de melhor qualidade. Escolas de qualidade que devam ser frequentadas não só por negros, mas também por pessoas como a dona Carolina ( peço-lhe desculpas )que escrevem aqui de forma equivocada. sem opinião
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Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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