Dinheiro
24/04/2009 - 12h03

Com crise, total de desempregados passa de 2 milhões, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O mercado de trabalho sofreu ainda mais com os efeitos da crise em março e o aumento do desemprego se intensificou, principalmente na indústria. O resultado é que, pela primeira vez desde setembro de 2007, o contingente de desempregados ultrapassou 2 milhões de trabalhadores nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) --São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Para o coordenador da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), Cimar Azeredo, o mercado de trabalho piorou e está mais difícil encontrar emprego, à medida em que os postos vão sendo fechados com a crise.

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"Está difícil para o trabalhador encontrar emprego, porque não se tem um mercado de trabalho gerando postos de trabalho. Um mercado que não gera postos aumenta a fila da desocupação", afirmou.

A taxa de desemprego do país ficou em 9% em março, maior alta desde setembro de 2007. A queda no nível de emprego no mês passado foi puxada pela indústria, cuja taxa de desocupação subiu dos 5,4%, em fevereiro, para 6,1% em março. Trata-se da maior taxa desde julho de 2003, quando havia chegado a 6,2%.

Principal polo concentrador da indústria brasileira, a região metropolitana de São Paulo teve 41 mil postos fechados em março, variação de 2,3% frente a fevereiro. Esse desempenho foi decisivo para que o mercado de trabalho paulista registrasse 1,045 milhão de desempregados. Desde maio de 2007, o contingente de desocupados em São Paulo não ultrapassava a marca de 1 milhão de pessoas.

"Todo processo do mercado se dá como um reflexo do cenário econômico. Se está em crise, vai ter reflexo. O quanto vai afetar, a gente não sabe. O que se vê é uma redução de contingente na indústria, fazendo que tenha uma taxa de desocupação mais alta, o que aponta mais dispensas", observou Azeredo.

O nível de emprego com carteira assinada está em desaceleração. Na comparação com março, houve variação negativa de 0,5%. Em relação a março de 2008, verifica-se alta de 2,5%. Azeredo, no entanto, ressalta que a evolução nessa última comparação vem diminuindo.

"Pode-se dizer que há uma desaceleração no processo de geração de empregos com carteira. Em relação a igual período no ano anterior, a taxa vinha crescendo acima de 4%", comentou.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h22
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h22
Acabei de ler na Revista Veja na casa de um meu amigo, uma reportagem em que lá pelas tantas diz assim : O BRASIL PASSA AGORA PELO SEU MELHOR MOMENTO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS. Que isso ? Já vai se entregar assim de vez ? Um aviso. Assim sendo, dentro de algum tempo voce poderá topar na banca com uma nova revista, que se chamará IN.VEJA. sem opinião
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Cassio Tavares (663) 26/11/2009 18h44
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 18h44
Celso Assis, acorda. Voce está lendo o jornal de uns 10 anos atrás. Olhe a data aí no alto. 1 opinião
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celso assis (67) 26/11/2009 16h04
celso assis (67) 26/11/2009 16h04
COMO TODO CIDADAO DESTE PAIS TB ESTOU TORCENDO POR UMA RECUPERAÇAO EM 2010. SE FOR NECESSARIO, POIS ANALISTAS DA MIDIA DIZEM QUE NEM HOUVE CRISE.
MAS ESTOU COM UM PÉ ATRAS, POIS CERTAMENTE TEMOS AQUI E EM OUTROS PAISES EMERGENTES, UMA BELA BOLHA NAS BOLSAS, NOS IMOVEIS, ETC.
PARECE QUE A ECONOMIA ESTA SENDO TOCADA NA BASE DE DINHEIRO EMPRESTADO, QUE LOGO PODE ESGOTAR-SE OU REDUNDAR EM CALOTES IMENSOS.
TB TEMOS QUE TORCER MUITO PARA QUE O MUNDO NAO SOFRA UMA RECAIDA TAO LOGO TERMINEM O FORNECIMENTO DOS ANALGESICOS (POLITICA MONETARIA E FINANCEIRA EXTREMAMENTE FROUXA), QUE ESTAO SENDO MINISTRADOS AO PACIENTE, AINDA NA UTI, E QUE SE RETIRADOS CAUSA A VOLTA DE FEBRE LÁ PELOS 42 GRAUS, SEGUIDAO DO COLAPSO TOTAL.
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