Dinheiro
24/04/2009 - 15h50

Tesouro dos EUA concede mais US$ 2 bilhões em empréstimo à GM

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da Folha Online
com Associated Press

A montadora americana GM (General Motors) recebeu mais US$ 2 bilhões do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta semana para manter sua produção e financiar seu capital de giro. O governo americano informou nesta sexta-feira que a verba foi liberada na quarta (22)

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O novo empréstimo se soma aos US$ 13,4 bilhões conseguidos pela montadora no ano passado para não falir. Neste ano, a GM pediu ao governo do presidente Barack Obama outros US$ 16,6 bilhões em empréstimos.

No começo do mês, o governo concedeu um prazo até 1º de junho para que a GM entregue seu projeto de reestruturação detalhada. Caso as propostas não sejam consideradas viáveis pelas autoridades, a maior montadora americana poderá recorrer ao "Chapter 11" (o capítulo da legislação dos EUA para falências).

Pela lei, recorrer ao capítulo 11 significa que a empresa reconheceu que não pode quitar suas dívidas e pode ter um prazo para reorganizar suas contas junto aos credores.

No início desta semana, a imprensa americana divulgou que a GM poderia receber até US$ 5 bilhões para sobreviver por mais algumas semanas e que a Chrysler teria direito a US$ 500 milhões. A Chrysler (que já recebeu US$ 4 bilhões) tem até a próxima sexta-feira (1º) para entregar seu plano de reestruturação, enquanto negocia uma parceria com a italiana Fiat.

O próprio presidente Obama havia declarado, ao rejeitar a proposta inicial de reestruturação da empresa, que o governo iria "oferecer capital suficiente para a GM" continuar funcionando enquanto elaborasse o novo plano.

Fábricas paradas

Nesta quinta-feira, a GM divulgou aos funcionários que fechará temporariamente 13 de suas 20 fábricas nos EUA, a fim de reduzir os estoques e cortar gastos durante a execução de seu plano de reestruturação.

As suspensões da produção podem variar de duas a nove semanas, entre maio e julho, e a estimativa é de que a produção seja reduzida em até 190 mil veículos.

"Enquanto as vendas têm ficado perto de nossas estimativas, e os estoques das revendas vêm diminuindo proporcionalmente, nós buscamos uma produção mais alinhada com as mais conservadoras compreensões do mercado", afirmou Troy Clarke, presidente da GM para a América do Norte.

"Com a redução dos nossos estoques feita de forma mais agressiva, reduziremos a pressão na GM e em nossas concessionárias."

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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