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Dinheiro
27/04/2009 - 17h19

Cartão de débito cresce mais que crédito pela 1ª vez em 2008, diz BC

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O crescimento no uso de cartões de débito no país superou o avanço dos cartões de crédito pela primeira vez, segundo levantamento do Banco Central realizado com base em dados de 2008.

De acordo com o BC, a expansão do débito foi maior tanto no crescimento do número de cartões em circulação quanto no número de terminais para transações e na quantidade de operações.

Houve desaceleração no crescimento da quantidade de cartões de crédito em circulação, de uma média de 28% ao ano entre 2003 e 2007 para 12% em 2008. Já o crescimento na quantidade de cartões de débito em circulação apresentou aceleração, de 10% para 14% na mesma comparação.

A quantidade de transações realizadas com cartões de débito cresceu 23,5% em 2008, ante 14,8% de expansão no crédito. Em relação ao valor total das transações, houve aumento de 23,4% e 16,8%, respectivamente.

De acordo com o BC, o número de transações com cartões de crédito no Brasil está próximo do observado nas economias desenvolvidas (18,4 transações por cartão por ano), enquanto o débito (9,3 transações por cartão por ano) ainda apresenta espaço para crescer.

"Quando comparado a padrões internacionais, há evidências de que o cartão de débito apresenta maior potencial de expansão do que o cartão de crédito", diz o BC no relatório "Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo do Brasil Adendo estatístico - 2008".

Cheques

Os cartões vêm ocupando o espaço deixado pelo cheque, cuja utilização caiu 5% em 2008. Com isso, a participação total desse instrumento de pagamento caiu de 19% para 16% do total --excluído o uso de dinheiro.

Segundo o BC, a substituição do cheque por instrumentos eletrônicos tem ocorrido principalmente nas transações de pequeno valor. Em 2008, houve um aumento no valor médio dos cheques e uma queda na utilização desse instrumento nos pagamentos inferiores a R$ 5.000.

"Considerando seu nível de utilização nas principais economias do mundo, ainda há espaço para redução do uso do cheque na composição dos instrumentos de pagamento", diz o BC.

 

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