Ministro já prevê crescimento na safra de grãos com impacto menor de crise
da Agência Brasil
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, fez uma projeção otimista, nesta terça-feira, sobre o desenvolvimento da produção agrícola. Segundo ele, a colheita de grãos da safra 2009/10 deve crescer entre 3% a 4%, desde que não haja interferências por motivos climáticos.
De acordo com Stephanes, no começo deste ano o governo federal trabalhava com cenário ruim em relação aos efeitos da crise financeira internacional sobre a agricultura brasileira. "Mas os sinais foram se modificando e não bateram com a força que estávamos imaginando", destacou ele, informando que já há sinalizações de recuperação.
Os últimos levantamentos divulgados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam a previsão de 137,57 milhões de toneladas de grãos para a atual colheita, um pouco abaixo do recorde obtido na safra anterior (144,13 milhões de toneladas).
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O acesso ao crédito --questão crucial para o desenvolvimento da produção agrícola-- ainda é um empecilho, conforme Stephanes. Ele explicou que existem embaraços operacionais, por exemplo, que têm dificultado a liberação dos R$ 10 bilhões, aprovados no mês passado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o setor da agroindústria, voltados para frigoríficos, usinas processadoras de cana-de-açúcar, entre outros segmentos.
A definição das linhas de crédito rural para o financiamento da próxima safra deve ser anunciada em meados de junho, segundo previu o ministro. Ele deu essas informações logo após participar do encontro Perspectivas Para o Agribusiness em 2009 e 2010, realizado na sede da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
No pronunciamento que fez no encontro, o ministro voltou a defender a necessidade de aprimoramento da legislação ambiental e o investimento na produção de fertilizantes. Neste caso, o objetivo é reduzir a alta dependência que o país ainda tem da oferta externa. Ele previu que, em cerca de oito anos, o Brasil poderá conquistar a autossuficiência na produção de fertilizantes.
"Trata-se de uma questão estratégica importante", destacou Stephanes, referindo-se à necessidade de redução dos custos de produção. Só a demanda interna por potássio, por exemplo, leva à importação de mais de 90% do que é usado.
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