Dinheiro
11/05/2009 - 11h50

Brasil pode se beneficiar com a crise, diz Nobel de Economia

Publicidade

DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

O Brasil deve se beneficiar com a crise econômica mundial, segundo o Prêmio Nobel de Economia de 2004, Edward Prescott. Segundo ele, o Brasil pode passar a integrar o grupo de países industriais ricos em 2030, cinco anos após a admissão da China, um dos principais motores da economia mundial atual.

"O Brasil vai se dar bem. Parece que a essência e os fundamentos estão aqui. Pode ter rápida recuperação e alcançar os líderes industriais rapidamente. Mas para isso precisa ter boas políticas", disse.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

Jeff Topping/Reuters
O professor Edward Prescott, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2004
O professor Edward Prescott, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2004

O Nobel sugeriu, por exemplo, a descentralização das decisões nos Estados e a maior integração do país com o exterior.

"O Brasil está se tornando integrado, mas precisa fazer mais conexões com o exterior, exportar bens de alta tecnologia, para que empresas de tecnologia tenham confiança para trazer tecnologia para cá", disse. "O que vai ocorrer depois da crise vai depender das políticas adotadas."

Prescott afirmou, no entanto, que o Brasil pode ficar debilitado ante o enfraquecimento da economia de seu parceiro Estados Unidos.

Segundo Prescott, a economia mundial conta 32 países industriais ricos atualmente, ante 14 em 1950 (não incluindo a produção petrolífera). "Se a China continuar no ritmo atual, deve integrar o grupo dos países industriais ricos em 2025. O Brasil, possivelmente, em 2030. A questão, em verdade, não é se vai, mas quando?", disse Prescott.

O Nobel de Economia descartou ainda que a economia mundial entre em uma nova depressão, a exemplo do que a registrada em 1929.

A revista "Exame" reúne em São Paulo três vencedores do Prêmio Nobel de Economia para discutir a crise global. Os conferencistas são Joseph Stiglitz e Robert Mundell, ambos da Universidade Columbia; e Edward Prescott, da Universidade do Arizona.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (192) 30/11/2009 02h52
Henrique Silva (192) 30/11/2009 02h52
Dizem que Dilma está fazendo campanha. Mas SERRA e AÉCIO são os únicos que estão PAGANDO PRA FAZER CAMPANHA A NÍVEL NACIONAL. Os dois estão aparecendo no SBT e SRRA já foi à dois programas (SBT e rede-tv) para ser entrevistado com um carinho, atenção e apoio dos apresentadores que eu imaginei que eles devessem ser parentes (ou então foram bem pagos pra isso).
Antes da oposição jogar pedra olhem para seus telhados!
sem opinião
avalie fechar
celso assis (74) 29/11/2009 20h14
celso assis (74) 29/11/2009 20h14
QUE CONFUSÃO, TIRA DAQUI PÕE ALI, ETC E TAL. ORA PENSEI QUE ESTAVA TUDO OK, QUE A CRISE TINHA ACABADO, ETC E TAL.
COMO DIRIAM: O TEMPO SERÁ O SENHOR DA RAZÃO
sem opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (69) 29/11/2009 15h53
Olmir Antonio de Oliveira (69) 29/11/2009 15h53
A respeito do direitos do consumidor. Muito boa reportagem. È de se lamentar que os direitos do consumidor não estão sendo deixados de lado, vale lembrar o dito pelo minístro, e previsões para inicio para todos os modelos de tv terem os conversores e ou serem esclusivos para o sistema digital. Dado os custos industriais, a capacidade de mobilização do setor, estão adotando um atalho, tem se a impressão de intensionalmente visando um prejuizo para o consumidor "para compra de adaptador ou compra de novo equipamento". De fato é com as as atuais tecnologias e sistemas produtivos, e levando em conta que no exterior, existe enorme ociosidade na capacidade de produção de equipamentos e ou de componentes. Mas o brasileiro tem que aceitar um produto que em pouco tempo não tera qualquer serventia se não fizer uma adptação, a famosa gambiarra. Deveriam dar mais qualidade e garantias aos produtos que vendem e inclusive quando comparados aos preços para o consumidor no exterior, aqui teriam que ter preços significativamente menores. Dado o volume de equipamentos anualmente comprados pelos brasileiros, um mercado de quase duzentos milhões de consumidores, e altamente carente de consumo, a muitos anos esperando por melhorias saláriais, mas até agora só percebeu pequeno percentual, ainda sobrevivente de vales, transporte...farmacia...alimentação, e salário valendo quase nada. É de se espera que diante de tal realidade do brasileiro, e no atual cenário econômico mundial, Venham produzir aqui sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2410)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca