Dinheiro
12/05/2009 - 09h12

Emprego na indústria cai pela 6ª vez seguida em março, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizado às 09h37.

O nível de emprego na indústria caiu 0,6% em março na comparação com fevereiro, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da sexta queda consecutiva no indicador.

Desde outubro do ano passado, quando houve o agravamento da crise financeira no Brasil, a perda acumulada é de 5,8%.

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Em relação a igual período do ano passado, a queda foi ainda pior. A retração de 5% é a maior de toda a série iniciada em 2001.

No acumulado do últimos 12 meses, a alta é de apenas 0,3%. No acumulado de janeiro a março, verifica-se retração de 4% em relação a igual período em 2008.

O desempenho neste período, se comparado ao trimestre imediatamente anterior, indica redução de 3,9%. Nos últimos dois trimestres, o emprego na indústria tem queda acumulada de 5%.

A folha de pagamento real da indústria recuou 2,5% entre fevereiro e março. Na comparação com março de 2008, a retração foi de 2,2%. Nos últimos 12 meses, nota-se avanço de 4,4%. Já em relação ao primeiro trimestre de 2008, a queda é de 4,3%.

O número de horas pagas na indústria caiu 0,9% em março, em relação a fevereiro. Também foi o sexto resultado negativo consecutivo, a exemplo do nível total de emprego na indústria. Desde então, o número de horas pagas acumula perda de 6,6%.

Regiões e setores

O nível do emprego industrial caiu nas 14 áreas pesquisadas e em 14 dos 18 setores avaliados, na comparação com março de 2008. A região Norte e Centro-Oeste (-8,6%), Minas Gerais (-6,2%) e São Paulo (-4%) tiveram as quedas mais acentuadas.

Entre os ramos analisados pelo IBGE, as principais variações negativas foram observadas no ritmo do emprego de calçados e artigos de couro (-10,3%), vestuário (-8,6%), máquinas e equipamentos (-8,2%) e meios de transporte (-7%).

Já o nível de emprego nas indústrias de papel e gráfica (7%), refino de petróleo e produção de álcool (3,5%), minerais não-metálicos (0,8%) e extrativa (0,5%) vieram na contramão da crise e apresentaram alta.

Na avaliação do trimestre, houve queda também nos 14 locais investigados, principalmente na região Norte e Centro-Oeste (-6,7%), Minas Gerais (-4,5%) e São Paulo (-3,2%). Entre os setores, 13 dos 18 pesquisados tiveram resultado negativo, caso das indústrias de madeira (-14,6%), calçados e artigos de couro (-10,1%) e vestuário (-8,6%).

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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