Emprego na indústria cai pela 6ª vez seguida em março, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizado às 09h37.
O nível de emprego na indústria caiu 0,6% em março na comparação com fevereiro, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da sexta queda consecutiva no indicador.
Desde outubro do ano passado, quando houve o agravamento da crise financeira no Brasil, a perda acumulada é de 5,8%.
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Em relação a igual período do ano passado, a queda foi ainda pior. A retração de 5% é a maior de toda a série iniciada em 2001.
No acumulado do últimos 12 meses, a alta é de apenas 0,3%. No acumulado de janeiro a março, verifica-se retração de 4% em relação a igual período em 2008.
O desempenho neste período, se comparado ao trimestre imediatamente anterior, indica redução de 3,9%. Nos últimos dois trimestres, o emprego na indústria tem queda acumulada de 5%.
A folha de pagamento real da indústria recuou 2,5% entre fevereiro e março. Na comparação com março de 2008, a retração foi de 2,2%. Nos últimos 12 meses, nota-se avanço de 4,4%. Já em relação ao primeiro trimestre de 2008, a queda é de 4,3%.
O número de horas pagas na indústria caiu 0,9% em março, em relação a fevereiro. Também foi o sexto resultado negativo consecutivo, a exemplo do nível total de emprego na indústria. Desde então, o número de horas pagas acumula perda de 6,6%.
Regiões e setores
O nível do emprego industrial caiu nas 14 áreas pesquisadas e em 14 dos 18 setores avaliados, na comparação com março de 2008. A região Norte e Centro-Oeste (-8,6%), Minas Gerais (-6,2%) e São Paulo (-4%) tiveram as quedas mais acentuadas.
Entre os ramos analisados pelo IBGE, as principais variações negativas foram observadas no ritmo do emprego de calçados e artigos de couro (-10,3%), vestuário (-8,6%), máquinas e equipamentos (-8,2%) e meios de transporte (-7%).
Já o nível de emprego nas indústrias de papel e gráfica (7%), refino de petróleo e produção de álcool (3,5%), minerais não-metálicos (0,8%) e extrativa (0,5%) vieram na contramão da crise e apresentaram alta.
Na avaliação do trimestre, houve queda também nos 14 locais investigados, principalmente na região Norte e Centro-Oeste (-6,7%), Minas Gerais (-4,5%) e São Paulo (-3,2%). Entre os setores, 13 dos 18 pesquisados tiveram resultado negativo, caso das indústrias de madeira (-14,6%), calçados e artigos de couro (-10,1%) e vestuário (-8,6%).
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