Dinheiro
13/05/2009 - 12h33

Governo vai cobrar IR de poupança acima de R$ 50 mil e aliviar fundos

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 13h03.

As aplicações na caderneta de poupança acima de R$ 50 mil serão tributadas com Imposto de Renda a partir de 2010. Será tributado apenas o que exceder tal valor, segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda). Hoje, todas as aplicações na poupança estão isentas.

Assim, uma aplicação de R$ 70 mil pagará imposto sobre o rendimento mensal dessa diferença, nesse caso, R$ 20 mil.

O governo também vai reduzir tributos dos fundos de investimento para compensar a queda na taxa básica de juros, que afetou a rentabilidade dessas aplicações.

A mudança será feita por meio de uma medida provisória, no caso dos fundos. No caso da tributação da poupança, a mudança ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

De acordo com a equipe econômica, as aplicações acima de R$ 50 mil representam cerca de 1% das contas na caderneta de poupança.

Alan Marques /Folha Imagem
Presidente do BC, Henrique Meirelles, durante entrevista no Ministério da Fazenda
Presidente do BC, Henrique Meirelles, durante entrevista no Ministério da Fazenda

A cobrança do IR será feita na fonte quando o valor do rendimento for superior a R$ 7.750, considerando a Selic atual (10,25% ao ano). Caso contrário, o IR só será pago na declaração do IR do ano seguinte.

Queda no juro

A tributação da caderneta só valerá para períodos em que a taxa de juros esteja abaixo de 10,50% ao ano --e não 10,25%, como informado primeiramente por Mantega. A expectativa do mercado financeiro é que o Banco Central reduza a taxa para 9,5% já no início de junho.

O governo também informou que vai reduzir o IR de fundos de investimentos em 2009. Hoje, essa tributação varia de 22% a 15%, de acordo com o tempo de aplicação. Com isso, essas aplicações devem continuar mais atrativas que a poupança, e os bancos não serão obrigados a reduzir as taxas que cobram dos seus clientes.

O governo também vai criar um regime especial de tributação para as pessoas que têm como única fonte de renda a caderneta de poupança. Nesse caso, a tributação só vai afetar quem tem aplicações acima de R$ 850 mil, segundo o ministro.

"Mudança era necessidade"

De acordo com o governo, as mudanças têm como objetivo evitar uma migração de recursos dos fundos para a poupança. De acordo com o governo, isso poderia causar problemas na rolagem da dívida pública, cujos títulos servem de base para as aplicações dos fundos.

"Na medida em que comece a haver uma migração [para a poupança], haveria um problema especulativo e começaria a faltar recursos no mercado para empréstimos normais, vamos ter um aperto de crédito", disse o presidente do BC, Henrique Meirelles, que também participou do anúncio com Mantega.

O presidente do BC disse ainda que essa mudança elimina a restrição mais "importante e imediata" que existe hoje para a queda nas taxas de juros no Brasil. Meirelles não descartou, no entanto, que uma redução mais forte dos juros no futuro traga o problema de volta. Segundo cálculos do governo, o problema está resolvido para uma taxa Selic de até 7,5% ao ano.

"Isso elimina a restrição mais importante e imediata hoje para a queda nas taxas de juros. Mais para o futuro, poderemos atingir novamente um novo limite, por causa do rendimento mínimo da poupança, mas isso não é um problema que se coloca no momento", afirmou.

Entenda

A queda recente da taxa Selic reduziu o ganho dos fundos de investimentos, que têm como desvantagem, em relação à poupança, a tributação do IR e as taxas de administração cobradas pelos bancos.

A poupança tem rentabilidade garantida de 6% ao ano + TR (Taxa Referencial). A TR é calculada com base na média dos juros cobrados pelos bancos nos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários). Os fundos dependem dos títulos públicos, ou privados, em que o seu administrador aplica.

O governo estudava há meses a mudança nas regras da caderneta para evitar fuga de recursos dos fundos de investimentos para a poupança.

No ano passado, a poupança perdeu competitividade para aplicações como renda fixa e CDB's (Certificados de Depósitos Bancários).

arte Folha Online
Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (335) 09/10/2009 16h07
Eduardo Giorgini (335) 09/10/2009 16h07
"Lula reavalia projeto de lei para cobrar IR na poupança"
Em vez de contratar auditores, invista nas escolas, infraestrutura, saúde.
Governo PT não tem foco estratégico. País continua mal educado, pobre sem numero significativo de empresas de tecnologia e engenharia e cheio de servidores e funcionarios publicos e mesmo assim o serviço publico oferecido para sociedade é ruim.
Cidadão brasileiro só tem deveres e obrigações para sustentar toda essa máquina publica ineficiente.
Com esse modelo que temos, o país chegou ao seu limite de crescimente, onde o gargalo é a caríssima máquina pública, que sempre esta no vermelho.
Quem ler o Direito Administrativo, verá que o Brasil é país de funcionario público e todos devem sustentar "à força" tudo isso.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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José Alberto (177) 08/10/2009 17h23
José Alberto (177) 08/10/2009 17h23
sR. WILSON SANTANA NA MINHA OPINIÃO VC ESTÁ MARAVILHADO COM O DESGOVERNO LULALA, CITO O SEGUINTE ESSE FAMIGERADO 0,2% QUE CITA, COM CERTEZA NÃO SABE MAS É DE TUDO QUE SE FAZ COMPRA E RECEBE UMA PESSOA NO BRASIL QUE SE SOMANDO TUDO NUM FINAL DE MÊS DARIA MAIS DE100%E POR ANO MAIS DE MIL, ENTÃO BANCOS NÃO PRECISAM ABAIXAR JUROS NENHUM DE PESSOAS POUCO ESCLARECIDAS COMO VC.... sem opinião
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José Alberto (177) 08/10/2009 16h59
José Alberto (177) 08/10/2009 16h59
o NOME DESSE DESGOVERNO DEVE SER TRIBUTO POIS ALEM DE ACHATAR A CLASSE MEDIA POIS´SÓ GOVERNO COMUNISTA FAZ ISSO, ELE NÃO QUER QUE A EVOLUÇÃO CHEGUE NUNCA AO BRASIL POIS A TAXAS EXORBITANTES NOS ELETRONICOS NOS DEIXA NA TRAZEIRA DE OUTROS PAISES POIS INDUSATRIA SE FAZ COM TECNOLOGIAS COMPRADAS DE OUTROS, POIS NOSSAS NUNCA TEREMOS .... sem opinião
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