Dinheiro
19/05/2009 - 02h34

Perdigão e Sadia assinam acordo de fusão

Publicidade

da Folha Online

Atualizado às 08h43.

Os presidentes-executivos e representantes dos acionistas da Sadia e da Perdigão assinaram na noite desta segunda-feira o contrato de fusão das duas empresas, criando a gigante da indústria alimentícia Brasil Foods (BRF), informa reportagem de Cristiane Barbieri, publicada na Folha desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). As empresas convocaram entrevista coletiva ás 10h30, em São Paulo, para fazer o anúncio.

Perdigão e Sadia fizeram pelo menos cinco tentativas de fusão
Aos 75 anos, Perdigão está presente em 12 países além do Brasil
Sadia nasceu com a aquisição de frigorífico em Santa Catarina
Negócio dá amparo para que marca Sadia sobreviva, diz especialista
Fusão será um dos maiores desafios para os órgãos de defesa da concorrência

A nova empresa nasce com os apostos de décima maior empresa de alimentos das Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil (atrás apenas do frigorífico JBS Friboi), maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e terceira maior exportadora brasileira (atrás de Petrobras e da mineradora Vale).

Joel Silva/Folha Imagem
Presidente da Perdigão, Nildemar Secches (à esq.), e Luiz Fernando Furlan, da Sadia, tomam vinho no restaurante Varanda, na zona sul
Presidente da Perdigão, Nildemar Secches (à esq.), e Luiz Fernando Furlan, da Sadia, tomam vinho no restaurante Varanda, na zona sul

Com 119 mil funcionários, 42 fábricas e mais de R$ 10 bilhões em exportações por ano, a gigante surge com um faturamento anual líquido de R$ 22 bilhões.

A fusão foi concretizada depois de meses de negociações. A elaboração final do contrato, informa a reportagem, foi marcada por muitas idas e vindas entre advogados e executivos de bancos de investimentos envolvidos no acordo.

As discordâncias eram com relação ao valor patrimonial do banco Concórdia, que pertence à Sadia. Desde o início, estava decidido que a área financeira do grupo ficaria fora da BRF. A avaliação de seu valor para baixo, no entanto, significou milhões de reais a menos em ações, para os acionistas da Sadia.

Nesta terça, os presidentes dos conselhos da Sadia, Luiz Fernando Furlan, e da Perdigão, Nildemar Secches --que na segunda jantavam em um restaurante em São Paulo enquanto o contrato era assinado--, anunciam o negócio oficialmente e esclarecem dúvidas de analistas de mercado e jornalistas.

Também nesta terça, a fusão deve ser comunicada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) --órgão fiscalizador do mercado acionário--, que deve analisar se a operação foi realizada de acordo com a regulamentação.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão de defesa da concorrência, também precisa aprovar o negócio. Até lá, a estrutura das companhias continua funcionando de maneira independente.

Arte Folha

Leia a notícia completa na Folha desta terça, que já está nas bancas.

Assine a Folha

Comentários dos leitores
Marcos Luiz (1) 14/08/2009 20h56
Marcos Luiz (1) 14/08/2009 20h56
Uma pena a falta de apoio às empresas nacionais. Qualquer movimento efetuado pelas empresas em outro país é considerado como atitude inteligente, aqui partimos do princípio que se trata de burla, de picaretagem.
Os empreendedores brasileiros deveriam de fechar suas empresas e viverem de investimentos no mercado financeiro, pois aqui pagamos bem por dinheiro especulativo. Agora, dinheiro de risco, dinheiro para investimento produtivo é taxado pela sociedade como uma "cambada de aproveitadores". Pobre Brasil!
sem opinião
avalie fechar
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h53
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h53
Todos criticam esta fusão, porem ninguem comenta o risco iminente de uma empresa com capital estrangeiro tambem ter feito uma oferta para a compra da Sadia.
A fusão é importante, porque o capital da BRF continua 100% nacional, uma evetual quebra da Sadia colocaria na rua algo em torno de 60.000 trabalhadores
É de conhecimento público, que a Perdigão tem uma administração austera, e sucessivamente tem alcançado crescimento nos últimos anos.
A Batavo incorporada pela Perdigão há alguns anos, cresceu consideravelmente seu faturamento nos últimos anos, onde foram criados novos postos de trabalho, contrariando os comentários de especialistas a época, que davam conta de demissões.
O páis ganha com esta nova empresa que será um dos maiores players no setor, é evidente que haverá ganhos de escala e logística no processo e acredito que a participação da BRF, no mercado de derivados de lácteos refrigerados (iogurtes e afins) deve crescer, hoje este mercado é dominado por duas multinacionais. sem opinião
6 opiniões
avalie fechar
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h23
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h23
Todos criticam esta fusão, porem ninguem comenta o risco iminente de uma empresa com capital estrangeiro tambem ter feito uma oferta para a compra da Sadia.
A fusão é importante, porque o capital da BRF continua 100% nacional, uma evetual quebra da Sadia colocaria na rua algo em torno de 60.000 trabalhadores
É de conhecimento público, que a Perdigão tem uma administração austera, e sucessivamente tem alcançado crescimento nos últimos anos.
A Batavo incorporada pela Perdigão há alguns anos, cresceu consideravelmente seu faturamento nos últimos anos, onde forão criados novos postos de trabalho, contrariando os comentários de especialistas a época, que davam conta de demissões.
O páis ganha com esta nova empresa que será uma dos maiores players no setor, é evidente que haverá ganhos de escala e logística no processo e acredito que a participação da BRF, no mercado de derivados de lácteos refrigerados (iogurtes e afins) deve crescer, hoje este mercado é dominado por duas multinacionais.
4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (40)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca