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Dinheiro
20/05/2009 - 08h05

Após fusão Sadia-Perdigão, sindicatos do setor alimentício preveem cortes

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JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina (PR)

Sindicatos de trabalhadores na alimentação cuja base tem empregados da Sadia ou da Perdigão como maioria em suas áreas de atuação temem perda de poder de barganha nas negociações com a gigante Brasil Foods.

Sindicalistas de três Estados ouvidos pela Folha preveem ainda demissões, especialmente nos setores administrativos e gerenciais, com o surgimento da empresa.

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Em Toledo (oeste do PR), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação, João Moacir Lopes Belino, 48, disse que desde janeiro a Sadia cortou o quadro de 9.230 para 8.300 funcionários.

A redução se deu pelo fim do terceiro turno na unidade de frangos com cortes especiais para o mercado europeu. A Sadia informou que estava realocando funcionários, mas não confirmou nem comentou demissões.

A preocupação maior de Belino é com o poder de negociação salarial do sindicato, que irá se reduzir. "Com o monopólio, deixa de existir comparações com outras empresas. E isso é muito ruim para o trabalhador."

Em Videira (oeste de SC), onde nasceu o grupo Perdigão, o presidente do Sintricavi (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Carne e Derivados de Videira), Defendente Francisco Thomazoni, 61, afirma que "o monopólio não é bom para o trabalhador. Prevemos cortes nos setores administrativos em um primeiro momento, mas podem também atingir as linhas de produção". Dos 8.500 filiados do Sintricavi, 5.000 trabalham na Perdigão.

Umberson Gonçalves de Almeida, 46, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação em Rio Verde (GO), disse que a experiência de trabalhadores com fusões de empresa é sempre negativa. O resultado, segundo ele, é aperto salarial e demissões.

Dos 14 mil filiados ao sindicato em Rio Verde, 8.500 trabalham na Perdigão.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (202) 02/12/2009 15h09
Henrique Silva (202) 02/12/2009 15h09
Perfeito Cassio Tavares,
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
sem opinião
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Cassio Tavares (694) 02/12/2009 10h26
Cassio Tavares (694) 02/12/2009 10h26
Oh Apedeuta, voce podia me dizer o que o Sr. José Serra foi fazer em Fortaleza ? Com certeza deve ter ido para inaugurar alguma obra por lá. Mas ele já é conhecido há décadas do povo brasileiro mas comeca a descer a Serra e quando chegar lá em baixo o seu grande projeto é privatizar o Rio São Francisco. O que venho dizendo aqui há mais de 1 mes cada vez mais evidencia que o Sr José Serra não vai " aceitar " ser o candidato do partido à presidente da república. Afinal de contas, bobo ele não é. Mas nessa tremenda saia justa ele não tem peito de dizer ao seu partido que será candidato à reeleição ao governo de São Paulo. E esse constrangimento vai o induzindo a empurrar com a barriga até o mes de março, momento em que não tendo mais o que dizer, vai ter que dizer ao partido sua decisão. E com a economia bombando o ano que vem, não tem para ninguém, como já havia dito o assessor de Bill Clinton em resposta a um repórter do New York Times : na hora da eleição o que decide é a economia. 8 opiniões
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Henrique Silva (202) 01/12/2009 19h01
Henrique Silva (202) 01/12/2009 19h01
O esquema do FAT (A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu); Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro; Intervenção na Previ (Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada). O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios); 10 opiniões
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Marcos Luiz (1) 14/08/2009 20h56
Marcos Luiz (1) 14/08/2009 20h56
Uma pena a falta de apoio às empresas nacionais. Qualquer movimento efetuado pelas empresas em outro país é considerado como atitude inteligente, aqui partimos do princípio que se trata de burla, de picaretagem.
Os empreendedores brasileiros deveriam de fechar suas empresas e viverem de investimentos no mercado financeiro, pois aqui pagamos bem por dinheiro especulativo. Agora, dinheiro de risco, dinheiro para investimento produtivo é taxado pela sociedade como uma "cambada de aproveitadores". Pobre Brasil!
sem opinião
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VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h53
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h53
Todos criticam esta fusão, porem ninguem comenta o risco iminente de uma empresa com capital estrangeiro tambem ter feito uma oferta para a compra da Sadia.
A fusão é importante, porque o capital da BRF continua 100% nacional, uma evetual quebra da Sadia colocaria na rua algo em torno de 60.000 trabalhadores
É de conhecimento público, que a Perdigão tem uma administração austera, e sucessivamente tem alcançado crescimento nos últimos anos.
A Batavo incorporada pela Perdigão há alguns anos, cresceu consideravelmente seu faturamento nos últimos anos, onde foram criados novos postos de trabalho, contrariando os comentários de especialistas a época, que davam conta de demissões.
O páis ganha com esta nova empresa que será um dos maiores players no setor, é evidente que haverá ganhos de escala e logística no processo e acredito que a participação da BRF, no mercado de derivados de lácteos refrigerados (iogurtes e afins) deve crescer, hoje este mercado é dominado por duas multinacionais. sem opinião
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VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h23
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h23
Todos criticam esta fusão, porem ninguem comenta o risco iminente de uma empresa com capital estrangeiro tambem ter feito uma oferta para a compra da Sadia.
A fusão é importante, porque o capital da BRF continua 100% nacional, uma evetual quebra da Sadia colocaria na rua algo em torno de 60.000 trabalhadores
É de conhecimento público, que a Perdigão tem uma administração austera, e sucessivamente tem alcançado crescimento nos últimos anos.
A Batavo incorporada pela Perdigão há alguns anos, cresceu consideravelmente seu faturamento nos últimos anos, onde forão criados novos postos de trabalho, contrariando os comentários de especialistas a época, que davam conta de demissões.
O páis ganha com esta nova empresa que será uma dos maiores players no setor, é evidente que haverá ganhos de escala e logística no processo e acredito que a participação da BRF, no mercado de derivados de lácteos refrigerados (iogurtes e afins) deve crescer, hoje este mercado é dominado por duas multinacionais.
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