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Dinheiro
20/05/2009 - 14h05

Espanha defende reforço de empréstimos para América Latina

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da Folha Online
com Agência Ansa, em Madri

O governo da Espanha afirmou, em comunicado divulgado nesta quarta-feira, que o objetivo de sua "colaboração" com o Banco Mundial é aumentar os empréstimos para a América Latina e a África.

"A prioridade espanhola na colaboração com o Banco Mundial é que exista um aumento dos empréstimos do banco para a América Latina e África", indica o comunicado divulgado após uma reunião entre o premier espanhol, José Luiz Rodríguez Zapatero, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

No comunicado, o governo espanhol ressalta que a América Latina "não deve ficar relegada a um segundo plano na atual situação de crise mundial" e que a África "constitui uma prioridade estratégica da política espanhola na cooperação para o desenvolvimento".

Após o encontro, o primeiro-ministro da Espanha disse estar "preocupado" com o "impacto" da crise econômica mundial nas "populações mais vulneráveis dos países em desenvolvimento".

A declaração ocorreu após o Instituto de Estatística da Espanha divulgar, hoje, retração de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008. Em relação ao trimestre anterior, o recuo na economia espanhola foi de 1,9%. Os resultados divulgados nesta quarta são os piores desde que o país começou a computar essas estatísticas, em 1970.

Por sua vez, o presidente do Banco Mundial indicou que a Espanha é um "sócio muito importante para o Banco Mundial" e "mantém seu forte compromisso e seu apoio aos países mais pobres do mundo em desenvolvimento".

Durante a reunião, Zapatero e Zoellick analisaram os efeitos da crise mundial e a aplicação das medidas decididas na cúpula do G20 (grupo dos países ricos e principais emergentes), e também falaram sobre a "reforma da estrutura de governabilidade" das instituições financeiras internacionais.

Críticas

Ontem (19), o comissário de Ajuda ao Desenvolvimento da UE (União Europeia), Louis Michel, denunciou que alguns membros do bloco europeu estão preparando "falsos argumentos" para não cumprir com seus compromissos de ajuda aos países em desenvolvimento.

O comissário lembrou que, embora a UE seja o principal doador conjunto de ajuda ao desenvolvimento, com 49 bilhões de euros (US$ 66 bilhões) em 2008, é necessário um esforço maior para cumprir os objetivos para 2010.

 

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