Dinheiro
21/05/2009 - 14h42

Valorização do real ajuda a reduzir dívida pública para R$ 1,38 tri em abril

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 17h01.

A valorização do real e o vencimento de títulos públicos ajudaram a reduzir a dívida pública federal no mês de abril. De acordo com dados do Tesouro Nacional, a dívida caiu 1,02% em abril na comparação com março, para R$ 1,384 trilhão.

No mês passado, os resgates superaram as emissões de novos títulos em R$ 17,64 bilhões. Parte desse efeito positivo na dívida foi reduzido, no entanto, por um impacto de juros no valor de R$ 3,42 bilhões.

A dívida pública federal externa, que representa 8,83% da dívida total, caiu 6,29%, devido à valorização de 5,9% do real em relação às moedas estrangeiras nas quais o país é devedor.

Houve ainda um resgate líquido de R$ 2 bilhões. Com isso, o valor da dívida externa ficou em R$ 122,25 bilhões (US$ 56,12 bilhões).

No caso da dívida interna, houve um recuo de 0,47%, para R$ 1,261 trilhão. No mês passado houve um resgate líquido de R$ 15,65 bilhões (diferença entre resgates e emissões), compensado por um impacto de R$ 9,64 bilhões em juros.

A dívida pública federal deve terminar o ano entre R$ 1,45 trilhão e R$ 1,60 trilhão, de acordo com o Plano Anual de Financiamento do Tesouro Nacional.

Normalidade

De acordo com o coordenador da dívida pública, Guilherme Pedras, o mês de abril foi marcado por uma estabilização do mercado financeiro em relação ao pior momento da crise, no final do ano passado.

"O mercado está consolidando uma estabilidade em relação àquilo que aconteceu durante o ano passado", afirmou.

Essa estabilização se refletiu na queda das taxas de juros e no aumento da procura por títulos prefixados e atrelados a índices de preços com prazos mais longos. Esses títulos atraíram, principalmente, fundos de pensão.

"Os fundos de pensão têm passivos atuariais em índices de preços e hoje as taxas pagas pelas NTN-Bs [títulos atrelados à inflação] ainda são mais altas do que as pagas por eles."

Selic

O mês de abril concentra sempre o vencimento de papéis prefixados, o que reduz temporariamente a participação desses títulos na dívida. A parcela de títulos prefixados na dívida total caiu de 28,03% para 26,76% em abril.

Com isso, a participação dos papéis indexados à taxa Selic subiu de 33,71% para 34,96%. Os títulos remunerados por índices de preços passaram de 27,30% para 27,89%.

O volume de títulos em poder público com vencimento no curto prazo (em até 12 meses) caiu de 29,97% para 28,58%. O prazo médio da dívida passou de 3,54 anos para 3,55 anos (a meta é ficar entre em no máximo 3,7 anos).

O custo médio em 12 meses da dívida passou de 15,60% ao ano para 15,13% a.a..

BNDES

O resultado do mês passado foi influenciado também pelo resgate dos primeiros títulos públicos emitidos para capitalizar o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Em março, foram emitidos R$ 13 bilhões em papéis prefixados (LTN). Em abril, houve o resgate desses papéis. Essa operação tem caráter apenas contábil, mas acaba tendo impacto na dívida, pois as duas partes dela serão realizadas em meses diferentes.

Ao longo do ano, serão feitas novas emissões, que podem chegar a até R$ 100 bilhões. Na semana passada, o governo reduziu o juro pago nesse empréstimo ao Tesouro em 1,5 ponto percentual, para TJLP (6,25%) + 1% ao ano.

Comentários dos leitores
celso assis (75) 30/11/2009 19h00
celso assis (75) 30/11/2009 19h00
Como este pessoal gosta de aparecer. Mudar 0,1% ou menos em um indice anual para mim é nada. Só chutes e mais chutes, e creio que nos cursos respectivos em que se graduaram, deveria existir uma matéria relacionada a Bola de Cristal, ou de como chutar com os dois pés.
Quantos ou pelo menos qual deles foi capaz de prever a crise causada por dinheiro virtual no mercado? Será que reconhecem que estão se formando bolhas especulativas em vários Paises em desenvolvimento inclusive aqui?
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O Apedeuta (50) 30/11/2009 18h07
O Apedeuta (50) 30/11/2009 18h07
Henrique,
Pensamos de forma diferente, mas respeito sua opinião.
Qualquer um pode ver que os dois lados estão fazendo campanha. O lado Serra e Aécio está fazendo menos campanha, só.
O maior problema do lado Dilma, é que ela está fazendo isso no horário de trabalho.
Se eu ficar na internet no horário de trabalho meu patrão me demite, porque não podemos demiti-la então já que tem usado os recursos público e o tempo que estamos pagando a ela (mais um monte de coisas como avião, carros, etc.) e nós somos os patrões?
Infelizmente isso é o que Dilma tem feito.
Serra não está inaugurando qualquer "pré-obra" por aí.
Não pega um avião e vai até o maranhão para colocar "pré-pedra-fundamental" de beco sem saída ou coisa semelhante como ela tem feito.
Mas se ele está fazendo campanha com o dinheiro público, como Dilma notadamente está, devemos demiti-lo também.
Vou te dizer, admiro muito o Lula por ele ter vindo de onde veio e chegado onde chegou, já a Dilma não. O PT também não, acho o PT um amontoado de arrogantes que se acham donos da verdade. Voto em PSOL, em PV, PDT, e até PSDB dependendo do candidato e já votei em PT, votei até na arrogante da Marta, mas não voto mais.
Meu voto é muito importante para jogar nesse buraco.
E tem muita gente pensa como eu, não é porque Lula impõe goela abaixo sua candidata que precisamos achar ótima. ela não é. está longe de ser boa.
Cada um de nós precisa ter pensamentos próprios, não ser encabrestado e votar naquele que alguém diz para votarmos.
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O Apedeuta (50) 30/11/2009 17h46
O Apedeuta (50) 30/11/2009 17h46
Henrique Silva,
Vou repetir um pedaço de uma mensagem minha colocada neste Fórum há algum tempo:
Em 2002 - ano final do governo FHC o Brasil era o 63° no ranking do IDH. Hoje, 7 anos depois, é o 75°...
O que significa que além de mania de vira-lata nós gostamos de nos enganar com falácias? Afinal o número absoluto pode ter melhorado, mas os outros países melhoraram mais do que nós, ou seja, ficamos para trás...É triste mas é verdade, vira-lata, Pastor Belga ou Llhasa Apso, esta verdade é irrefutável.
sem opinião
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