Dinheiro
22/05/2009 - 10h15

Fiat apresenta oferta pelas atividades da GM no Brasil e na Argentina

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da France Presse
com Folha Online

Atualizado às 13h49.

A montadora italiana Fiat apresentou nesta sexta-feira uma oferta pelas atividades da GM (General Motors) no Brasil e na Argentina, como parte das negociações de compra das filiais europeias da empresa americana. A GM negocia a venda a Opel e da Vauxhall na Europa, a fim de reduzir seus custos para reestruturar a empresa e evitar a concordata.

Segundo a fonte, que não foi identificada, a Fiat entregou um documento com uma oferta sobre a alemã Opel e a marca britânica Vauxhall, filiais da americana na Europa, mais as atividades da GM no Brasil e Argentina. Na quarta-feira, o grupo italiano já havia anunciado a oferta sobre as operações europeias da GM.

Procurada pela Folha Online, a assessoria da Fiat disse que, oficialmente, não há nenhuma proposta que inclua a oferta pelas operações no Brasil. A GM, por sua vez, disse que não vai comentar a proposta, afirmando que todos os passos das negociações estão a cargo da matriz americana.

A Fiat e a GM disputam a liderança do mercado no Brasil --são, respectivamente, a primeira e a terceira montadora, em volume de vendas de automóveis. Considerando a América Latina, a americana tem maior participação no mercado, com vendas que passaram de 1,2 milhão em 2008 veículos, enquanto a Fiat vendeu 700 mil unidades.

Montadora global

Com suas propostas agressivas sobre a GM, a Fiat busca se tornar uma montadora global, disputando mercado com a japonesa Toyota e a alemã Volkswagen.

A italiana já demonstrou interesse na montadora sueca Saab, outra filial da GM, mas estas negociações acontecem separadamente, segundo um porta-voz do grupo italiano.

A Fiat não está sozinha na concorrência pelas operações europeias da GM: o grupo austro-canadense Magna International, o fabricante de veículos russo Gaz Russia e a empresa belga RHJ International também demonstraram interesse em Opel e Vauxhall.

No início de maio, uma fonte da indústria declarou que a Fiat ambicionava adquirir também as atividades da GM na América Latina. O jornal "Financial Times", que citou fontes ligadas ao caso, informou que o futuro destas atividades representava o principal ponto de discórdia nas negociações entre a montadora americana e a empresa italiana.

Em meio à negociação com a GM, a empresa de Turim também dá andamento a seu acordo de parceria com a Chrysler --a terceira maior montadora dos EUA, que pediu proteção sob o capítulo 11 da lei de falências dos EUA no começo do mês.

Concordata na GM

A General Motors, a qual negocia a venda de marcas como uma das medidas para evitar sua falência, tem até o dia 1º de junho para apresentar seu plano de reestruturação ao governo americano. Até agora, a empresa já anunciou o fechamento de 2.400 lojas até 2010 e a demissão de 21 mil funcionários.

A montadora já recebeu US$ 15,4 bilhões em empréstimos. Apesar disso, ainda diz que pode declarar quebra caso não receba ofertas suficientes para a troca de dívidas por ações.

Segundo publicado nesta sexta-feira pelo jornal "The Washington Post", o presidente americano, Barack Obama, está disposto a declarar a concordata da General Motorsna próxima semana.

Segundo o diário, "o governo dos EUA forneceria cerca de US$ 30 bilhões em ajudas à montadora para que possa prosseguir com sua reestruturação e emergir de forma rápida da moratória".

O "Washington Post" acrescentou que a administração Obama também está se preparando para que a Chrysler abandone na próxima semana a situação de moratória em que se encontra desde abril.

Comentários dos leitores
jose valias (342) 27/11/2009 10h13
jose valias (342) 27/11/2009 10h13
Ô Cassio Tavares, dá um tempo. Sua chatura é diretamente proporcional ao seu radicalismo. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (59) 27/11/2009 10h08
Olmir Antonio de Oliveira (59) 27/11/2009 10h08
A Respeito da bolha de Dubai. Por diversas razões, informes do passado e históricos, é sabido quais bancos e de quais países estão mais espostos. O montante divulgado 59 b. e de outras estatais relacionadas seria mais 30 B.. Em sendo empresa estatal cabe varias resalvas, em especial eles fazendo parte de um conjunto de países coirmãos, que atuam em conjunto e ou são aliados em diversas negociações e decisões. È sabido o grande volume de investimentos que possuem no exterior, em especial no Usa, e em particular os bancos deles. È mais uma questão de relocar valores, transferir, mudar o foco, dar prioridades diante de ativos e investimentos detidos pelo estado como um todo. È de se considerar que eles construiram e estão construido uma extrutura gigantesca para participar do mercado de laser e turismo, mesmo sendo mais focado para usuarios do conjunto de paises do bloco deles, é coisa bastante interessante, e por certo este mesmo complexo pode despertar interesse de investidores "fundo", com visão de maior prazo. Mas a respeito de informes da comunidade dos produtores de petróleo é sabido que havia reinvindicações para preço do oleo igual ou superior a 85 U$, isto certamente recuperaria, no prazo da moratória boa parte do deficit deles, assim como auxiliaria outro país sul americano que esta muito dependente da venda de óleo, mas com administração fazendo gastos em armamentos, continuamente fazendo ataques verbais diversos, inclusive estatisando e desapropiando empresas ...... sem opinião
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Eduardo Giorgini (429) 27/11/2009 09h55
Eduardo Giorgini (429) 27/11/2009 09h55
Boa dia pessoal.
É positivo o otimismo que paira no ar, devido à Petrobrás, Lula-PT.
Mas vendo o estilo de vida dos políticos em Brasília, nepotismo e esquemas de corrupção, PT esta usando o método do "Pão e Circo" para domar a população, que isolados de Brasília, dão carta branca para o governo fazer o que quiser, alimentando a arrogancia dos políticos.
Isso não é bom, ao mer ver.
Povo continua pobre e sem educação, alienado com publicidades do governo.
De agora em diante, devido a uma oposição fraca e desarticulada, teremos PT por décadas e décadas.
[]s
Eduardo.
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