Feirão da Caixa recebe 34 mil visitantes e fecha R$ 500 mi em negócios
da Folha Online
O Feirão de imóveis da Caixa Econômica Federal recebeu 34 mil visitantes em São Paulo até o final da tarde desta sexta-feira, segundo dia de evento. O volume negociado atingiu R$ 554 milhões, considerando-se os contratos assinados no local e os já negociados. Os números também consideram o movimento de quinta-feira.
O banco informou que o volume inclui a movimentação das empresas parceiras (construtoras e imobiliárias).
No total, são oferecidas 110 mil unidades residenciais na região metropolitana de São Paulo, sendo 42,5 mil novos ou em construção e 67,4 mil usados.
O 5º Feirão Caixa da Casa Própria em São Paulo, que acontece no Centro de Exposição Imigrantes (zona sul) tem imóveis com preços a partir de R$ 30 mil. O feirão abre das 10h às 21h e, no domingo, das 9h às 18h. A entrada é grátis, mas o estacionamento é pago (R$ 20).
Segundo a Caixa, a maioria dos imóveis disponíveis são usados (ao menos 62 mil opções), mas há bastantes residências novas ou em construção disponíveis (42,5 mil) --os preços começam em R$ 30 mil. No ano passado, estavam à venda 55 mil imóveis usados e 35 mil novos ou em construção.
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Pelo site da Caixa Econômica é possível verificar a maioria das residências que estão à venda no feirão e realizar simulações de financiamentos e renda.
O banco informa que todas as unidades à venda têm a garantia de financiamento, que pode chegar a até 100% do valor do imóvel, com prazo de pagamento de até 30 anos e taxas de juros que vão de 4,5% a 11,4% ao ano.
Quem vai ao evento em busca de um imóvel e já quer efetuar a compra deve levar CPF, RG e comprovantes de residência e renda --os três últimos holerites para quem tem emprego com carteira assinada ou extratos bancários e fatura dos três últimos meses do cartão de crédito para profissionais liberais.
A Caixa estima que mais de 150 mil pessoas visitem o feirão durante os quatro dias. No ano passado, foram 160 mil visitantes, que fecharam 21,5 mil negócios e movimentaram R$ 1,4 bilhão.
"Minha Casa"
A grande expectativa para impulsionar as vendas no evento é o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Pelo projeto, imóveis de até R$ 130 mil poderão ser vendidos a famílias com renda de três a dez salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650).
O subsídio do programa a quem ganha R$ 1.395 chega a R$ 23 mil. Ou seja, um imóvel que custa R$ 100 mil poderá ser financiado por R$ 77 mil, a juros que variam de 5% a 8,16% ao ano.
Quem tem conta no FGTS há mais de três anos terá juros 0,5 ponto percentual mais baixo nos financiamentos com recursos do fundo. Assim, a taxa mínima passa para 4,5% ao ano.
Já para aqueles que planejam comprar um imóvel de maior valor, é possível usar as linhas de financiamento imobiliários que usam os recursos da poupança.
Estados
A Caixa diz que mais de 20 mil negócios foram fechados na primeira semana do evento, realizado entre os dias 14 e 17 de maio nas cidades de Rio de Janeiro, Salvador (BA), Curitiba (PR), Belo Horizonte e Uberlândia (MG).
Pelo balanço inicial feito pelo banco, foram movimentados mais de R$ 1,8 bilhão entre contratos fechados no próprio evento e encaminhados às agências.
Também recebem o feirão Brasília (22 a 24 de maio), Recife (5 a 7 de junho), Porto Alegre (5 a 7 de junho) e Fortaleza (19 a 21 de junho). Além disso, 59 cidades receberão feiras menores da Caixa, de 15 de maio a 28 de junho.
Além dos dez feirões que a Caixa planeja realizar, estão previstas outras 62 feiras em 59 cidades, de 15 de maio a 28 de junho. Em todas será possível conhecer o imóvel, dar entrada na documentação e fechar o negócio, segundo o banco.
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Empreiteiras e corretores ouvidos pela Folha afirmam haver um monopólio informal da Fenae Corretora, que é a única a ter acordo com a Caixa para a venda do seguro-garantia do programa habitacional --um negócio de milhões de reais. A Caixa diz que o mercado é livre para quaisquer seguradoras e corretoras.
A Fenae Corretora é ligada à Fenae (Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal), entidade associada à CUT (Central Única dos Trabalhadores). Pedro Beneduzzi Leite, que preside a corretora e a entidade sindical, é filiado ao PT desde 1990 e já foi doador de campanhas petistas.
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